Super Promoção: 3 meses por 1,99/mês

Doença falciforme: informação para atenuar a dor

O Dia Nacional de Luta pelos Direitos das Pessoas com Doenças Falciformes reforça a necessidade de falar sobre o mal que deve afetar 100 mil brasileiros

Por Regina Célia Pereira
Atualizado em 10 abr 2023, 16h37 - Publicado em 27 out 2022, 13h06
doenças falciformes
Cansaço é um dos principais sintomas da anemia falciforme. Mulheres são as principais vítimas. (Foto: Anh Nguyen/Unsplash/SAÚDE é Vital)
Continua após publicidade

“Cheguei ao pronto-socorro carregando minha filha desmaiada e logo apontei a região do baço, foi só depois disso que a médica percebeu a gravidade da situação”, contou Elizabeth do Carmo, mãe de dois jovens com a doença falciforme, durante o seminário Doença Falciforme: Conscientizar para Um Melhor Cuidado, promovido pela farmacêutica Global Blood Therapeutics (GBT), subsidiária da Pfizer.

Além de emocionar boa parte dos presentes, o relato de Elizabeth chega para reforçar a necessidade de maior disseminação de informações sobre o problema, inclusive entre os profissionais de saúde.

A doença, também conhecida como anemia falciforme, altera o formato das hemácias – células transportadoras de oxigênio no sangue – que assumem o formato de foice. Tal processo interfere com o fluxo sanguíneo e pode levar à obstrução e ao entupimento dos vasos, prejudicando órgãos.

Entre as complicações está o perigoso “sequestro” do baço, que é a retenção de sangue no órgão, e foi mencionado por Elizabeth. Acidente vascular cerebral, o AVC, comprometimento neurocognitivo e no crescimento, infecções e fortes dores engrossam a lista.

Durante o evento, outros danos foram pinçados de dados inéditos vindos da pesquisa SHAPE (Sickle Cell Health Awareness, Perspectives and Experiences), que ouviu mais de 1300 pacientes, cuidadores e profissionais de saúde (HCPs) em 10 países, inclusive no Brasil.

Continua após a publicidade
Compartilhe essa matéria via:

74% dos portadores da doença brasileiros apontaram a fadiga com um dos sintomas mais frequentes, 58% se queixaram das manchas amareladas nos olhos/unhas/pele e 55% mencionaram dores ósseas. Ansiedade, dificuldades para dormir, falhas na memória também foram listados.

Já sobre os cuidadores do nosso país, ouvidos na pesquisa, 68% relataram impactos na saúde mental. Adversidades financeiras desencadeadas por faltas no trabalho aparecem no estudo.

Continua após a publicidade

E as dificuldades não param por aí.

Maria Zenó Soares da Silva, coordenadora da Fenafal – Federação Nacional das Associações das Pessoas com Doença Falciforme, que foi diagnosticada tardiamente, chamou a atenção para a vulnerabilidade social. “Além de enfrentar a dor física, temos que lidar com as múltiplas faces de discriminação e racismo”, disse. Estudos mostram que a doença vitimiza mais as mulheres (52%) e a população negra (80%).

“Trata-se de uma alteração genética originária da África”, disse a hematologista e pesquisadora Clarisse Lobo, do Hemorio (RJ). Surgiu como adaptação evolutiva, para defender o organismo da malária.

Continua após a publicidade

“Com o tráfico forçado de pessoas africanas, o gene veio para a América”, contou a médica que também é membro do Comitê de Glóbulos Vermelhos e do Ferro da Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia (ABHH).

Para Zenó é preciso unir as forças para disseminar o conhecimento, garantir acesso ao tratamento e trazer mais qualidade de vida tanto aos pacientes quanto aos cuidadores. “Ninguém chega a lugar nenhum sozinho, é luta ou luto”, salientou.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

ECONOMIZE ATÉ 88% OFF

Super Promoção! Digital Completo

Apenas R$ 1,99/mês nos 3 primeiros meses
Garanta acesso ilimitado aos sites, apps, edições e acervo de todas as marcas Abril
Após o terceiro mês, cancele a qualquer momento
De: R$ 16,90/mês
Por 1,99/mês

Revista em Casa + Digital Completo

Receba Veja Saúde impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*
a partir de 14,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app. Pagamento único trimestral de R$5,97, a partir do quarto mês, R$ 16,90/mês. Oferta exclusiva para assinatura trimestral no Plano Digital Promocional.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.