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Como tratar o zika?

Não há um remédio específico para o zika vírus, mas certos tratamentos aliviam os sintomas e controlam os casos graves. O que fazer e o que evitar?

Por Maria Tereza Santos Atualizado em 13 nov 2019, 12h32 - Publicado em 15 jan 2019, 14h38

O tratamento do zika é focado em aliviar os sintomas, porque não há remédios que ataquem especificamente o vírus. Via de regra, são indicados medicamentos para o controle de febre, dor de cabeça, manchas na pele e dor no corpo – os mesmos usados nos pacientes com dengue.

É importante lembrar que a doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti não desencadeia reações em 80% dos casos. Tanto que é considerada leve na maioria das vezes. A preocupação com o vírus está relacionada às complicações que ele pode provocar.

Zika tem cura?

A cura é espontânea: após uma semana, o próprio corpo se livra do vírus. Nesse sentido, é bom se hidratar, descansar e, claro, lidar com os sintomas que surgirem.

Agora, as eventuais sequelas graves, que abordaremos adiante, permanecem por mais tempo.

  • Como é o tratamento?

    Ele é focado nos sintomas. Para controle de febre e dor, são indicados fármacos com paracetamol ou dipirona. Para cuidar das erupções na pele, o médico receita anti-histamínicos.

    A orientação do Ministério da Saúde é de que os casos suspeitos sejam tratados como dengue, devido à sua maior frequência e, principalmente, gravidade. Até porque os exames que diferenciam essas infecções demoram um tempinho para ficarem prontos.

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    Conclusão: apesar do zika não provocar sangramentos, o paciente com sintomas suspeitos não deve ingerir medicamentos com ácido acetilsalicílico (como a aspirina) e anti-inflamatórios, que aumentam o risco de hemorragia.

  • Tem tratamento para as complicações?

    Tem sim, mas, para cada condição, há uma tática específica que vai depender da evolução da enfermidade.

    Dentre as principais sequelas deixadas pelo zika vírus, a mais temida é a Síndrome de Guillain-Barré, uma doença autoimune que atinge o sistema nervoso e provoca fraqueza progressiva no corpo, principalmente nas pernas e nos braços.

    Em casos mais graves, ela afeta a movimentação dos pulmões, levando a uma insuficiência respiratória.

    Internar o paciente quanto antes é o primeiro passo para reverter esse quadro. Com o tratamento adequado, é possível minimizar os efeitos da chateação.

    Fonte: Kléber Giovanni Luz, infectologista e diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).

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