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Colesterol: tem que baixar mesmo após os 75 anos

Controlar as taxas de colesterol protege as artérias inclusive nessa faixa etária mais avançada

Por Goretti Tenorio Atualizado em 21 jan 2021, 17h10 - Publicado em 21 jan 2021, 09h56

Vale a pena se esforçar, e inclusive recorrer a remédios, para domar o colesterol depois de certa idade? Segundo uma nova revisão assinada pela Universidade Harvard, nos Estados Unidos, a resposta é sim.

Examinando dados de mais de 21 mil idosos que se tratavam com estatinas e outros medicamentos, eles observaram uma relação entre a queda do LDL, o colesterol ruim, e a redução de risco de infarto, AVC e mortes em geral.

“A expectativa de vida aumentou muito, e esse grupo pode se beneficiar do tratamento tanto quanto os mais jovens”, analisa o cardiologista André Arpad Faludi, do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, em São Paulo. “As vantagens tendem a superar os eventuais efeitos colaterais dos remédios”, afirma.

  • Atenção à receita

    Como muitos idosos tomam diferentes medicamentos ao mesmo tempo, a entrada da estatina pode gerar interação e desencadear eventos como dor muscular e fraqueza. “A recomendação nessa população é começar com uma dose menor e ir aumentando devagar”, indica André Faludi.

    Os três pilares do tratamento contra o colesterol na maturidade

    Atividade física: Os exercícios atuam em duas frentes: reduzem o LDL e aumentam o HDL, partícula com papel na limpeza das artérias.

    Dieta: Um cardápio com mais frutas, verduras e cereais e menos alimentos ricos em gordura ajuda a controlar os níveis.

    Medicação: Estatina e afins entram em cena para diminuir a produção de colesterol no fígado ou inibir a absorção da gordura.

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