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Cigarro light aumenta risco de câncer

Essa alternativa à versão comum não tem nada de inofensiva. Pelo contrário

Por Ana Luísa Moraes
Atualizado em 14 fev 2020, 18h27 - Publicado em 31 Maio 2017, 09h30

O cigarro light é conhecido por, supostamente, causar menos prejuízos à saúde, já que liberaria menos nicotina e alcatrão – o último é um produto tóxico proveniente da combustão do tabaco. Tudo porque possui pequenos orifícios de ventilação no filtro, o que permitiria a diluição da fumaça. Ocorre que, pelo visto, esses furinhos podem causar ainda mais danos, como aponta uma revisão de estudos da Universidade Estadual de Ohio, nos Estados Unidos.

Os pesquisadores investigaram o motivo por trás do aumento do número de casos de adenocarcinoma – o tipo mais comum de câncer pulmonar – nos últimos 50 anos. A conclusão é que esse crescimento está relacionado ao uso do cigarro light, o que o torna tão ou mais perigoso do que o comum.

“Os orifícios de ventilação do filtro mudam a forma como o tabaco é queimado, o que produz mais carcinogênicos e permite que a fumaça alcance partes mais profundas dos pulmões, onde os adenocarcinomas ocorrem com mais frequência”, explica Peter Shields, que fez parte da pesquisa. Ele ainda diz que essas mudanças foram feitas com o intuito de confundir os fumantes para que eles pensem que o “light” é praticamente inofensivo.

A oncologista Mariana Laloni, do Centro Paulista de Oncologia (CPO), diz que os principais sintomas da presença de tumores nos pulmões são tosse, falta de ar, escarro com sangue, dor no peito, perda de peso e fraqueza. Ela ressalta que o diagnóstico precoce é essencial para que o tratamento seja efetivo.

Em 90% dos casos, essa doença é causado pelo tabagismo. Ainda bem que, no Brasil, o número de fumantes já diminuiu bastante: no caso dos homens, foi de 29% para 12%. Entre as mulheres, a taxa caiu de 19% para 8% – a redução é boa, mas o país ainda ocupa o 8º lugar no ranking mundial de quantidade de tabagistas. Essa posição só vai despencar de vez com o fim da dependência da nicotina: como o novo estudo demonstrou, não existe qualidade (e nem quantidade) segura quando o assunto é cigarro.

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