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Brasil pode evitar 1 em cada 4 casos de obesidade com essas 4 estratégias

Estudo propõe maior integração entre os sistemas público e privado para avançar no controle do aumento do peso no país

Por Larissa Beani Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 20 ago 2025, 16h44 - Publicado em 20 ago 2025, 15h48
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Comissão revisa critérios a fim de tornar identificação da obesidade mais fidedigna do ponto de vista da saúde (Ilustração: Mari Heffner/Veja Saúde)
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Segundo um relatório global da Federação Mundial da Obesidade, até 2035, um terço das crianças e adolescentes e 41% dos adultos estarão obesos no Brasil. São dados alarmantes, já que o excesso de peso está associado a uma série de outros problemas de saúde, como diabetes e hipertensão arterial. Mas é possível evitar esse cenário.

É o que propõe o documento “Obesidade no Horizonte 2035: Desafios Sistêmicos e Perspectivas para o Brasil”, produzido pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS).

A entidade indica estratégias a serem tomadas pelos sistemas privado e público de saúde no combate da condição, que já foi chamada de pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS)

“Pessoas com obesidade estão mais sujeitas a enfrentarem doenças crônicas e têm uma menor expectativa de vida, além de conviverem com o estigma da doença, que também pode comprometer a saúde mental. Precisamos trabalhar para evitar esses impactos na saúde da população”, afirma José Cechin, superintendente executivo do IESS.

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Para além de mudanças na dieta e no comportamento do indivíduo, a instituição foca em soluções que os sistemas de saúde podem aderir para otimizar a redução do peso da população.

A criação de linhas de cuidado para pacientes com obesidade, o aumento de taxas para produtos alimentos calóricos e uma maior integração entre o Sistema Único de Saúde e o sistema suplementar são algumas das vias para reduzir o número de casos em até 25% e frear os custos astronômicos da doença.

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A seguir, confira quatro estratégias destacadas no estudo.

+ Leia também: Obesidade: nova forma de diagnóstico vai além do IMC

1. Mudanças na remuneração da saúde suplementar

Uma das propostas do IESS é que o pagamento de serviços prestados no sistema privado não se baseie somente pela consulta ou procedimento realizado (no esquema fee-for-service), mas também pelo desfecho atingido.

“A ideia é que a remuneração seja feita também conforme o valor gerado pelo serviço. Se houver uma redução do IMC do paciente ou de complicações, por exemplo, é recebido um valor adicional”, explica Cechin.

Para os especialistas, essa é uma forma de incentivar que o problema seja abordado e que hajam mais resultados positivos no tratamento da condição.

2. Linha de cuidado para obesidade

Hospitais, clínicas e planos de saúde já oferecem alguns programas especializados no tratamento de certa condições. A ideia é expandir o número de projetos que foquem na redução do peso de maneira saudável e com acompanhamento contínuo do paciente, ajudando-o a manter os resultados a longo prazo.

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As linhas de cuidado visam estabelecer critérios de triagem e intervenção, definindo quais são os melhores protocolos clínicos e padronizando-os para controlar a condição, que é crônica.

“É preciso considerar que o tratamento da obesidade é multidisciplinar. O paciente precisa ser assistido por endocrinologistas, nutricionistas, educadores físicos, psicólogos, entre outros profissionais”, ressalta Cechin. “O intuito da criação de linhas de cuidado é que os pacientes tenham fácil acesso a todos eles.”

+ Leia também: Mudar ambientes para salvar vidas da obesidade

3. Medidas fiscais e regulatórias

A terceira estratégia para combater a obesidade no país é a criação de tributações para alimentos ultraprocessados, que são menos nutritivos, mais calóricos e ricos em aditivos — favorecendo o ganho de peso.

Além disso, é necessário criar subsídios para estimular a produção e o consumo de alimentos saudáveis.

Muitas vezes, o que vemos hoje nos mercados são alimentos de baixo valor nutricional com preços mais baratos do que alimentos nutritivos, como frutas e verduras. Uma forma de desincentivar o consumo desses produtos é tornando mais acessível o preço dos itens saudáveis, além de investir em educação alimentar nas escolas e campanhas de conscientização.

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“A proposta é propor ao Congresso Nacional uma legislação para taxar em 15% as bebidas açucaradas e os ultraprocessados, uma iniciativa inspirada no México, que registrou uma redução de 7,6% no consumo desses produtos após a taxação”, explica Felipe Delpino, nutricionista e pesquisador do IESS.

+ Leia também: Dieta à base de exames: descubra se faz sentido adotar essa estratégia

4. Maior integração entre SUS e saúde suplementar

Por fim, a última estratégia proposta pelo estudo é a integração de dados dos sistemas público e privado de saúde. “É essencial para monitorar pacientes e a evolução do controle da obesidade no país, já que hoje carecemos de informações oficiais sobre a prevalência da condição”, afirma Cechin.

A integração de dados também é importante para que os gestores de saúde tomem melhores decisões e proponham estratégias mais assertivas para tratar a obesidade, que gera gastos bilionários ao país.

Estima-se que, por ano, o Brasil perca R$ 70 bilhões com despesas médicas e improdutividade causada pela obesidade e por comorbidades associadas a ela.

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