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Um retrato global dos acidentes com fogo

Estatísticas melhoraram em boa parte do mundo, mas ainda há muito a ser feito para evitar novos casos. Saiba como agir diante dessa situação

Por André Biernath - 1 mar 2020, 10h35

Apenas em 2017, acidentes com fogo, calor ou substâncias quentes afetaram 9 milhões de pessoas e provocaram 120 mil mortes em 195 países. Esse é o principal dado apresentado no maior levantamento já realizado sobre o tema. O esforço, capitaneado pela Universidade Washington, nos Estados Unidos, congregou profissionais de 129 instituições.

“Vemos que os números estão melhorando, principalmente nas nações desenvolvidas, que investiram na prevenção. Isso ainda precisa ser realizado em boa parte da África, da Ásia e aqui na América Latina”, indica o cirurgião plástico José Adorno, presidente da Sociedade Brasileira de Queimaduras. Crianças e idosos são os grupos mais afetados nesses episódios.

 

Medicina - queimaduras
Foto: Alubalish / Getty Images/SAÚDE é Vital

Principais acidentes com fogo

Suas consequências não se limitam à pele queimada

  1. Queimaduras de mais de 20% do corpo
  2. Queimaduras de menos de 20% do corpo
  3. Amputação de membros
  4. Feridas abertas
  5. Fraturas de perna
  6. Amputação do dedão

O que fazer diante de uma situação dessas

Alívio primário: lave o local afetado com água corrente para diminuir a temperatura e conter os danos.

Sem choque: se a pessoa estiver em contato com eletricidade, não toque nela. Afaste-a com algum objeto isolante.

O que não fazer: não passe pomadas, clara de ovo, manteiga ou creme dental: essas substâncias só atrapalham.

É urgente: ligue para o serviço de emergência ou leve o acidentado para o pronto-socorro mais próximo.

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