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10 mitos e verdades sobre a tireoide e os seus hormônios

Na Semana da Tireoide, conheça mitos e verdades comuns sobre a saúde dessa glândula, do hiper ao hipotireoidismo. Aprenda a cuidar dela!

Por Da Redação Atualizado em 29 Maio 2020, 18h39 - Publicado em 25 Maio 2018, 07h20

A saúde da tireoide é cercada de dúvidas. Ter nódulos nessa glândula é sempre grave? Quais os sintomas de um problema? O hipotireoidismo engorda mesmo? Justamente para levar informação de qualidade à população, a Sociedade de Endocrinologia e Metabologia (Sbem) elegeu, como tema do Dia Internacional da Tireoide, os mitos e verdades que envolvem essa parte importante do corpo.

Entre outras ações, a instituição criou um panfleto – que já está sendo distribuído – para desbancar mentiras propagadas sobre a tireoide e, por outro lado, trazer fatos concretos que ajudam a preservar seu funcionamento. A partir desse material, SAÚDE elencou os mitos e verdades abaixo:

  • 1) O hipotireoidismo é muito comum – VERDADE

    Pois é: esse quadro chega a afetar de 8 a 12% dos brasileiros. Mulheres e idosos são os mais acometidos pela baixa produção dos hormônios tireoidianos (T3 e T4).

    2) A obesidade pode ser causada pelo hipotireoidismo – MITO

    Não confunda ganho de gordura com ganho de peso. De fato esse quadro resulta em alguns quilos a mais na balança. No entanto, isso decorre eminentemente do acúmulo de líquidos. Em outras palavras, a pessoa guarda mais água no corpo.

    É possível que a indisposição tire a vontade de se exercitar, por exemplo. Mas disso a dizer que essa encrenca é a responsável pela obesidade do paciente é um grande salto. Que nos perdoe o Ronaldinho Fenômeno.

    3) Tomar hormônio da tireoide (ou ter hipertireoidismo) emagrece – MITO

    A lógica é a mesma do item anterior. Com um adendo importante: o hipertireoidismo descontrolado ou a ingestão de hormônios sem indicação acelera a perda de massa magra.

    Isso significa que o sujeito perde peso e fica mais mirrado mesmo – mas às custas eminentemente de musculatura. O uso inadequado dos hormônios ainda causa arritmias cardíacas, hipertensão, diarreia e outras manifestações até fatais.

    4) Posso saber se tenho uma disfunção com exames de sangue – VERDADE

    Os testes que detectam alterações na função tireoidiana envolvem justamente medir a dosagem de certos hormônios na circulação sanguínea. Mas, claro, o médico pode pedir outros exames, dependendo do caso e dos resultados.

    5) Todo mundo deve fazer o ultrassom da tireoide e remover eventuais nódulos – MITO

    Os nódulos são muito frequentes. Mas, na maioria das vezes, eles são benignos, não provocam qualquer chateação e dispensam a cirurgia. Reforçando: nódulo e cisto não são sinônimos de câncer.

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    O ultrassom só deve ser solicitado quando o médico suspeita de um problema mais sério.

    6) Cansaço é sintoma do hipotireoidismo – VERDADE

    Os principais sintomas dessa doença são: sonolência excessiva, falta de disposição, lentidão e dificuldade para exercer as tarefas e funções habituais, esquecimento fácil, tristeza, intestino preso, ressecamento da pele e dos cabelos e unhas fracas.

  • 7) Quanto mais iodo, melhor para a tireoide – MITO

    Ainda circula pela internet uma fake news pra lá de perigosa: a de que o lugol, um concentrado de iodo, faria bem para a saúde como um todo. Balela das grandes.

    Em excesso, o iodo desencadeia danos sérios à glândula. Ele pode agravar (ou até mesmo causar) o hiper e o hipotireoidismo.

    Geralmente, a alimentação garante a quantidade necessária de iodo para o funcionamento da tireoide. O sal de cozinha, fortificado com essa substância, e boa parte dos pescados fornece iodo.

    8) Doenças da tireoide afetam a gravidez – VERDADE

    Tanto o hipo como o hipertireoidismo afetam a fertilidade até certo ponto. Mais: se não tratados direitos, eles são associados a complicações na gestação e para o feto.

    9) Crianças não têm doenças da tireoide – MITO

    Nada disso. O hipotireoidismo também pode dar as caras na infância – e atrapalhar o crescimento e o desempenho na escola. Muitas vezes a produção hormonal insuficiente decorre de uma enfermidade autoimune chamada de tireoidite de Hashimoto.

    Há ainda uma forma mais grave, embora menos comum, do hipotireoidismo. É o congênito, que afeta o recém-nascido desde os primeiros dias de vida e, se não diagnosticado, pode causar déficits mentais irreversíveis. O teste do pezinho é capaz de flagrar essa chateação.

  • 10) Os hormônios tireoidianos podem ser formulados em farmácias de manipulação com segurança – MITO

    Segundo a Sbem, a maioria desses estabelecimentos não atinge alta precisão ao formular o hormônio em microgramas. Esse tipo de medicamento não estaria sujeito aos mesmos controles de qualidade de um remédio normal.

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