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Quem enfrenta o câncer não deve ficar parado

Estudos atestam que a prática de atividade física preserva os músculos e a disposição mesmo diante de um tumor. Confira duas notícias sobre o assunto

Por Theo Ruprecht Atualizado em 27 out 2020, 12h25 - Publicado em 27 out 2020, 12h24

Cientistas europeus, americanos, canadenses e australianos se uniram em uma grande empreitada: eles consolidaram 31 pesquisas clínicas que investigaram o impacto de suar a camisa no controle da exaustão associada ao câncer. Com base em informações de 4 366 pacientes, ficou claro que manter o corpo em movimento confere disposição mesmo durante o tratamento.

E tem um detalhe: “Treinos supervisionados apresentaram efeitos ainda mais positivos”, conta a epidemiologista Jonna van Vulpen, da Universidade de Utrecht, na Holanda, coautora da revisão.

  • Poder contra a fraqueza

    Um tumor tenta extrair a proteína guardada no músculo esquelético para crescer”, introduz o educador físico Christiano Alves, da Universidade de São Paulo (USP), em entrevista à Agência Fapesp. Isso gera uma perda considerável de massa muscular, que vem acompanhada de fraqueza e fadiga — quadro conhecido como caquexia.

    Contudo, em um experimento com ratos, Alves e colegas descobriram que práticas aeróbicas podem neutralizar esse processo e normalizar a função dos músculos. Dados preliminares de seres humanos com câncer de pulmão respaldam a tese.

    Além disso, o exercício físico preservou os músculos e prolongou a longevidade em 30% nos experimentos com cobaias

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