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Racismo prejudica pra valer a saúde de crianças

Nos mais novos, o preconceito aumenta o risco de depressão, ansiedade e até de déficit de atenção

Por Ana Luísa Moraes 15 Maio 2017, 16h23

Um levantamento da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, mostra que a segregação racial pode afetar especialmente as crianças. Os estudiosos chegaram a essa conclusão depois analisarem mais de 95 mil relatos da Pesquisa Nacional Sobre a Saúde da Criança, realizada entre 2011 e 2012.

De acordo com os resultados, a proporção daqueles com “saúde excelente” diminuía em 5,4% entre os pequenos julgados ou tratados injustamente por causa da etnia. Mais: a probabilidade de desenvolver transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) sobe 3,2% entre os que já sofreram com o racismo. Como se fosse pouco, os meninos e meninas que já foram discriminadas tinham risco duas vezes maior de apresentar quadros de depressão e ansiedade.

Vale ressaltar que vários fatores como status socioeconômico e estrutura familiar foram considerados. A maior redução da saúde em geral apareceu nos participantes de baixa renda e que fazem parte de grupos minoritários, principalmente os hispânicos. Porém, os mais abastados também sentiram na pele os efeitos negativos.

 

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“As nossas revelações sugerem que o racismo contribui para disparidades no bem-estar infantil, independentemente de elementos socioeconômicos”, afirma Ashaunta Anderson, pediatra que liderou a investigação, em um comunicado. A médica, professora da Universidade da Califórnia, pesquisa há anos as origens sociais das desigualdades de saúde na primeira infância.

Ela ressalta ainda a importância de esforços para apoiar os pequenos afetados pelo preconceito, com estratégias que focam em relações positivas tanto nos pais quanto nos filhos. Segundo a expert, essa pode ser uma maneira de proteger a próxima geração dos estragos da discriminação.

Essa não é a primeira vez em que a raça é associada a índices menores de saúde. Em 2016, uma grande investigação da Clínica Mayo, também nos Estados Unidos, apontou que a quantidade de mulheres brancas que realizavam mamografias era expressivamente maior do que a de negras e hispânicas. O contraste fica ainda mais evidente ao considerarmos um dado da Sociedade Americana do Câncer, que indica que a taxa de mortalidade por tumores de mama é 42% maior em mulheres negras.

 

 

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