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Um molde de silicone para corrigir a orelha de abano em bebês

Eis uma alternativa menos agressiva que corrige a condição em recém-nascidos. Conheça essa e outras técnicas usadas

Por Goretti Tenorio 9 mar 2019, 10h35

A superprojeção da orelha, popularmente chamada de orelha de abano, tem origem genética. “A alteração costuma aparecer em várias gerações de uma mesma família e é decorrente da falta de uma dobra na anti-hélice, na borda da orelha, ou o excesso na concha, a concavidade maior”, descreve Luthiana Carpes, otorrinolaringologista pediátrica de Porto Alegre.

Hoje é possível corrigir essa malformação com um molde de silicone aprovado pela Anvisa, o Earwell. “O método não altera a vascularização do local nem impõe desconforto ao bebê“, diz Luthiana. “Os moldes trabalham com um conjunto de forças contrárias para reposicionar a cartilagem da orelha”, explica.

Só tem um porém: para dar resultado, precisam ser colocados antes dos 45 dias de vida da criança, com trocas a cada duas semanas.

É que, nesse período, o organismo ainda carrega os hormônios da mãe e a orelha está molinha. “Depois a cartilagem se torna mais resistente, e o tratamento não surte efeito”, esclarece a médica.

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O é eficaz para corrigir a orelha de abano (e o que não ajuda)

Cirurgia: em geral feita em torno dos 7 anos de idade, a otoplastia costuma dar bons resultados.

Uso de bonés: é inócuo, até porque teria que ser usado nas primeiras semanas, com a cartilagem mais maleável.

Prender com fitas: adesivos e esparadrapos podem ferir a pele do recém-nascido. E faixas muitas vezes incomodam.

Exercícios: não adiantam porque para conter a projeção é preciso usar forças contrárias – e constantes – à cartilagem.

Dormir de lado: não dá para controlar os movimentos da cabeça do bebê para manter a orelha prensada no travesseiro.

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