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Quais cuidados íntimos adotar ou abandonar durante o calor extremo?

O jeito certo de fazer a higiene, que roupa escolher... São vários os cuidados para evitar infecção urinária e outros pepinos nos meses mais quentes do ano

Por Natalia Ramos Seixas, ginecologista*
15 nov 2023, 12h29

Em um cenário de mudanças climáticas cada vez mais intensas e de aumento drástico das temperaturas, torna-se ainda mais importante redobrar cuidados com a saúde.

Neste contexto, também é importante pensar no bem-estar íntimo para evitar problemas ginecológicos.

Por exemplo: todos sabem que a hidratação é indispensável nos dias de calor extremo, mantendo o funcionamento do corpo e regulando a nossa temperatura interna.

No entanto, ela é fundamental inclusive para prevenir infecções urinárias durante o verão. Ingerir menos líquidos do que o necessário equivale a menos idas ao banheiro para urinar. Portanto, a limpeza das bactérias na uretra e na bexiga se torna menos frequente.

Mulheres que bebem pouca água ficam, desse modo, mais propensas a infecções e cistites, cujo principal sintoma é a dor ao urinar.

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Calor exige cuidados com a lingerie

A microbiota vaginal é uma importante reguladora do pH vaginal e previne o contato com outros micro-organismos invasores. No entanto, no calor e na umidade, alguns fungos e bactérias podem se multiplicar em excesso.

As roupas justas ou de materiais sintéticos, que não permitem a respiração da pele, contribuem para a criação desse ambiente, o que pode levar a problemas como a candidíase ou a vaginose bacteriana.

O alerta inclui as calcinhas e demais peças íntimas, que devem ser feitas de materiais naturais, como o algodão. A opção por roupas mais frescas diminui o suor e o abafamento da região, evitando doenças.

O mais indicado, inclusive, é dormir sem calcinha e/ou com pijamas largos.

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+ Leia também: Conhece-te a ti mesma: a saúde íntima feminina

Sobre assaduras, cheiros e higiene

As altas temperaturas também são responsáveis por aumentar o atrito em regiões como coxas, seios e axilas, o que gera assaduras.

Nesses casos, o uso de cremes e pomadas específicos é indicado, mas é importante ressaltar que eles não devem ser usados na vulva e na vagina. Além de desequilibrar o pH e da flora vaginal, a prática pode levar a infecções mais graves.

O mesmo vale para desodorantes, duchas e perfumes vaginais.

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No verão, o suor na região íntima pode causar cheiros mais intensos, como acontece em outras áreas do corpo.

Essa é uma consequência natural do calor, e as soluções “milagrosas” das duchas e perfumes para área íntima não contribuem de fato para uma limpeza mais intensa da região.

Na verdade, elas são contraindicadas. Se usadas em excesso, podem retirar a proteção natural e abrir espaço para infecções e inflamações, que causam corrimento e odores ainda mais fortes.

Para uma higienização correta da vulva, deve-se usar água corrente e sabonete neutro ou íntimo, que contêm o pH adequado para a região.

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A vagina, por sua vez, a parte mais interna, não deve ser lavada com nenhum produto — os micro-organismos da região já são responsáveis por fazer toda a limpeza necessária. Trata-se de um órgão autolimpante.

Roupas de banho

Outro cuidado para prevenir doenças ginecológicas no calor extremo é evitar permanecer com a roupa de banho molhada por muito tempo.

Depois do mergulho, é fundamental trocar o biquíni ou maiô úmido por uma roupa íntima seca. Além do desconforto, a região molhada pode favorecer a proliferação de fungos como a Candida albicans, um dos responsáveis pela candidíase.

+ Leia tambémA região íntima precisa de hidratação?

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Cuidados diários

A menos que haja recomendação médica para usar protetores diários, ou que o fluxo menstrual ainda esteja acontecendo, aqueles absorventes fininhos devem ser deixados de lado. Afinal, eles abafam, absorvem suor e contribuem para aumentar a umidade local.

Por fim, também é importante apostar em uma alimentação equilibrada.

O cuidado com a dieta tem menos a ver com o “corpo de verão” e mais com a certeza de que o seu corpo está recebendo todos os nutrientes necessários para sobreviver às altas temperaturas. Além disso, o consumo excessivo de açúcares e carboidratos pode favorecer o aparecimento da candidíase.

E é sempre bom lembrar que uma vida mais saudável, com uma dieta balanceada e a prática de exercícios frequente, tem um impacto positivo em toda a nossa saúde.

Se, mesmo com esses cuidados, houver a presença de sintomas como cheiro forte, semelhante ao de “peixe podre”, vermelhidão e coceira, é fundamental marcar uma consulta com uma médica ginecologista.

* Natalia Ramos Seixas é ginecologista, especialista em fertilidade e líder clínica da Oya Care

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