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Novo exame muda cenário de diagnóstico do Alzheimer

Método para flagrar a doença não é invasivo nem arriscado. Neste Dia Mundial do Alzheimer, médica conta mais sobre a novidade

Por Silmara Regina Segala Gouveia, médica nuclear*
21 set 2022, 09h13

Diagnosticar o Alzheimer sempre foi considerado um desafio complexo para a Medicina. Na tentativa de identificar a doença, o especialista frequentemente solicita exames neuropsicológicos e neurológicos aprofundados, testes laboratoriais básicos e imagens estruturais do cérebro – como ressonância magnética –, além de biomarcadores de PET cerebral e avaliação do líquor. Mas a chegada de um novo exame vem mudando esse cenário.

Antes de explicar como é o método, vale lembrar que a demência é uma síndrome causada pela deterioração progressiva das funções cerebrais, o tal do declínio cognitivo.

O esquecimento é a principal queixa dos pacientes, mas, além da memória, mais funções cerebrais podem sair comprometidas, como o raciocínio e a linguagem, interferindo em atividades de vida normais do paciente.

As principais causas de demências são as doenças neurodegenerativas primárias, caracterizadas por acumular danos às células nervosas cerebrais, sendo a doença de Alzheimer a mais comum.

Na doença de Alzheimer, proteínas chamadas beta-amiloides acabam se depositando em placas nas células nervosas do cérebro, causando lesões.

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Avanço no diagnóstico

Anteriormente, a confirmação definitiva do quadro exigia a autópsia do cérebro, justamente para identificar essas placas.

Mas, recentemente, com a chegada de um novo agente de diagnóstico radioativo, o florbetabeno, as placas amiloides podem ser detectadas no cérebro em pacientes vivos através de PET-CT, sigla para Tomografia por Emissão de Pósitrons-Tomografia Computadorizada, um procedimento não invasivo e sem riscos para o paciente.

Conhecido como PET Amiloide, o exame é usado para estimar a densidade das placas no cérebro e é considerado um verdadeiro avanço na avaliação das causas de demência. Estudos demonstram mudanças positivas na confiança diagnóstica, alterando significativamente o tratamento dos pacientes.

Contudo, é válido lembrar que a presença das placas beta-amilóides em pessoas com problemas de memória não é específica da doença de Alzheimer. Essas estruturas também são encontradas na demência por corpos de Lewy, na demência da doença de Parkinson e no cérebro de alguns idosos sem sintomas.

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Assim, detectar essas placas não é suficiente para cravar o diagnóstico da doença de Alzheimer. Entretanto, se o estudo de PET Amiloide for negativo, aí é improvável que o paciente tenha a doença de Alzheimer.

Desse modo, é possível dizer que o novo exame é uma maneira não invasiva de se avaliar o cérebro e tentar descobrir o que pode estar causando problemas de memória e pensamento.

Por isso, o método tem particular utilidade para confirmar ou excluir um diagnóstico de Alzheimer em alguma situações: em indivíduos que apresentam sintomas desse tipo de demência em uma idade mais jovem do que a esperada; em pacientes com comprometimento cognitivo leve que não atendem aos critérios para a doença; e também naqueles com um diagnóstico incerto.

*Silmara Segala Gouveia é especialista em Medicina Nuclear pelo Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem, membro da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear e responsável pelo setor de Medicina Nuclear do Richet Medicina e Diagnóstico

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