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Leucemia mieloide aguda: o que saber sobre a doença de Fabiana Justus

A filha do empresário Roberto Justus foi diagnosticada com esse tipo de câncer – que, na verdade, é mais comum em idosos. Conheça sintomas e tratamentos

Por Renato de Castro, hematologista*
1 fev 2024, 15h19

Recentemente, a influenciadora Fabiana Justus, de 37 anos, filha do empresário Roberto Justus, surpreendeu seus seguidores ao revelar que estava com leucemia mieloide aguda – um dos 12 tipos existentes de leucemia. Sem considerar os tumores de pele não melanoma, as leucemias estão entre os dez tipos de câncer mais comuns no Brasil. 

A leucemia atinge as células sanguíneas da medula óssea, provocando a multiplicação desordenada de células imaturas, que adquirem características cancerígenas, e tomam o lugar das saudáveis. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que, em 2024, serão diagnosticados 11 540 casos da enfermidade, 54% em homens. 

A leucemia mieloide aguda – o subtipo de Fabiana Justus – tem este nome porque se origina no setor mieloide da medula óssea. Embora acometa todas as faixas etárias, mais da metade dos casos acontece em idosos. E o envelhecimento acelerado da população tem levado ao aumento dos registros da doença no país.

+Leia também: Evolução no tratamento das leucemias agudas aumenta as chances de cura

A leucemia mieloide aguda se desenvolve de forma rápida, interrompendo a produção das células normais de sangue. Em poucas semanas, o paciente fica muito fragilizado. 

O diagnóstico é feito após o surgimento de sintomas como fadiga, falta de ar, dor de cabeça, palidez, sangramento e infecções frequentes. No caso de Fabiana Justus, a doença foi identificada quando o médico investigou as causas de desconforto nas costas e febre.

A boa notícia é que, nos últimos cinco anos, houve um aumento do arsenal terapêutico para a doença. O tratamento convencional é a quimioterapia, mas, por meio de análises genéticas, hoje em dia é possível classificar a leucemia mieloide aguda em vários subtipos e descobrir de antemão qual o tratamento adequado para a enfermidade que acomete aquele paciente.

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Basicamente, as terapias se dividem em duas classes. Uma engloba anticorpos monoclonais, que são indicados para alguns subtipos de leucemia mieloide aguda e atuam na membrana da célula cancerígena. Junto com a quimioterapia, o medicamento destrói os tecidos doentes.  

Outra classe envolve drogas-alvo que atuam diretamente nas mutações genéticas que causam a doença. 

Para as leucemias com alto risco de recaída ou que são resistentes  ao tratamento convencional com quimioterapia, recomenda-se o transplante de medula óssea alogênico. Ele envolve um doador saudável e o paciente receptor de leucemia mieloide, e pode ser indicado mesmo após o tratamento de primeira linha ter mantido a doença sob controle. 

Atualmente, algumas pesquisas visam encontrar mais medicamentos para tratar as mutações que causam este tipo de câncer. Outras estudam a terapia Car-T Cell, que consiste em um tratamento preparado com as células de defesa do próprio paciente – elas são modificadas geneticamente para destruir as células cancerígenas. 

Esta promissora terapia celular já é usada com sucesso para alguns tipos de linfoma não-Hodgkin e leucemia linfoide aguda, mas ainda está em estudo para leucemia mieloide aguda. 

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Até o momento, não existem exames recomendados para o diagnóstico precoce da enfermidade, que é comprovada quando um aspirado da medula óssea é feito após terem sido detectadas alterações no hemograma comum, realizado em geral em uma emergência, quando há sintomas, ou no check-up anual. 

Por isso, a melhor forma de prevenir a doença é adotar hábitos de vida saudáveis, como ter uma alimentação equilibrada, praticar atividade físicas, não fumar e evitar o consumo de alimentos ultraprocessados.

*Renato de Castro é médico hematologista da Oncologia D’Or. 

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