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Insuficiência cardíaca: é preciso estar atento aos sinais do coração

Especialista revela os principais pontos para evitar ou ao menos controlar esse problema

Por Edimar Bocchi, cardiologista*
Atualizado em 10 nov 2022, 15h55 - Publicado em 9 jul 2022, 09h56

A insuficiência cardíaca é em geral a fase final das doenças do coração. Apesar de silenciosa, a doença é grave, e por isso a Sociedade Brasileira de Cardiologia estabeleceu o 9 de julho como Dia Nacional de Alerta contra a Insuficiência Cardíaca

A data foi escolhida como homenagem ao aniversário do pesquisador Carlos Chagas, cientista cardiovascular pioneiro e responsável pela descoberta da conhecida Doença de Chagas, um fator de risco importante para a insuficiência cardíaca. 

A doença pode acometer desde crianças até idosos. Ela resulta de um comprometimento do enchimento do coração ou da ejeção do sangue pelo coração enfraquecido, e pode ter vários estágios de gravidade.

Nos Estados Unidos, as mortes por insuficiência cardíaca aumentaram de 275 mil em 2009, para 310 mil em 2014. Já as hospitalizações pela doença atingiram 1,2 milhão em 2017. 

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Em todo o mundo, é estimada uma prevalência de 1 a 2% na população adulta. Entre os brasileiros, ela é de aproximadamente 2 milhões de pessoas, sendo a segunda maior causa de internação entre maiores de 65 anos e a sexta causa de óbito. 

Apesar de silenciosa, a insuficiência cardíaca tem mortalidade maior do que a maioria dos tipos de câncer. A sobrevida após cinco anos de diagnóstico pode ser de apenas 35%.

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Uma parte da população tem fatores de risco para insuficiência cardíaca e não sabe. Entre as principais causas desse problema, temos as doenças isquêmicas (infarto do miocárdio), a hipertensão arterial, a doença de Chagas, o alcoolismo e a miocardite.

Já hábitos saudáveis, como praticar atividade física, evitar obesidade, controlar pressão arterial e glicemia e não fumar, reduzem o risco de insuficiência cardíaca. 

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A prevenção e o diagnóstico precoce são importantes para diminuir a incidência da doença e aumentar o tempo de vida após diagnóstico. Os sintomas mais frequentes são: falta de ar (especialmente ao se deitar e à noite), cansaço e dificuldade para fazer exercícios. Também podem surgir tosse noturna, dor abdominal, perda de apetite e emagrecimento ou ganho de peso. 

O reconhecimento dos sintomas e o exame médico, seguido de exames clínicos, são importantes para a confirmação do diagnóstico. Eletrocardiograma, ecocardiograma e exames laboratoriais, principalmente hormônios natriuréticos, também são essenciais. 

Após a confirmação do diagnóstico – e principalmente quando o coração está enfraquecido –, medicamentos indicados podem reduzir os sintomas e aumentar o tempo de vida. Além dos fármacos, existem procedimentos como marcapasso e cirurgias.

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+Leia também: Remédio é aprovado para conter insuficiência cardíaca (não importa o tipo)

Recentemente, novas medicações têm sido introduzidas com sucesso contra a insuficiência cardíaca. Quando mesmo assim o tratamento não tem o efeito desejado e o paciente evolui para formas mais graves, o transplante cardíaco passa a ser uma opção terapêutica. Ele é uma alternativa para pacientes com insuficiência cardíaca em fase terminal. No mundo, a sobrevida média de 1 após o transplante é de aproximadamente 80%. Mesmo dez anos depois, esse número fica em 65%.

Com o objetivo de alertar para a importância do controle da própria frequência cardíaca, no mês de julho é realizada a campanha Sinais do Coração. É importante perceber esses sinais para que a insuficiência cardíaca possa ser diagnosticada e tratada corretamente. 

*Edimar Bocchi é cardiologista e chefe da Unidade de Insuficiência Cardíaca do Instituto do Coração (Incor), em São Paulo.

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