Carnaval e cigarro: como evitar recaídas e controlar os gatilhos
Se você está parando de fumar, veja dicas para não cair em tentação nos dias de folia
Carnaval é sinônimo só de liberdade, mas também de excessos. Entre um bloco e outro, bebida na mão, a vontade de fumar costuma aparecer — e não é coincidência. Muitos cultivam o hábito de fumar e beber, e essa combinação é bastante danosa para o organismo.
O álcool facilita a absorção das substâncias cancerígenas do cigarro e potencializa os efeitos tóxicos do tabaco, especialmente na boca e na garganta. Vale dizer que ele próprio também eleva o risco de câncer.
O Brasil é um exemplo de sucesso no combate ao tabagismo, com queda da prevalência de 35% para 9,3% entre 1989 e 2023. Ainda assim, os dados mais recentes preocupam: em 2024, o número de fumantes voltou a subir, chegando a 11,6%.
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Não é hora de normalizar recaídas — principalmente em períodos de festa, quando os gatilhos se multiplicam.
A combinação de álcool e cigarro pode aumentar em até 30 vezes o risco de câncer de boca, garganta e esôfago. Além disso, a nicotina faz o cérebro pedir mais álcool, enquanto o álcool aumenta a vontade de fumar.1 Um alimenta o outro. É um ciclo conhecido, previsível — e evitável.
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Estratégias para evitar recaídas
Autocuidado também faz parte da folia. Alternar bebidas alcoólicas com água, escolher drinques sem álcool e manter as mãos ocupadas, seja com serpentina, confete ou tamborim, ajudam mais do que parece.
Para quem está parando de fumar, as gomas de Terapia de Reposição de Nicotina (TRN) são aliadas eficazes para controlar a abstinência, sem expor o organismo às toxinas do cigarro, e estão disponíveis no SUS . E lembre-se: o carnaval passa. A saúde fica.
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*Anna Lacerda é gerente de Assuntos Médicos da Kenvue





