Assine VEJA SAÚDE por R$2,00/semana
Imagem Blog

Boca Livre Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO

Esse é o blog de Patricia Julianelli, jornalista especialista em nutrição, esporte e qualidade de vida, além de apaixonada por comida e corrida de rua. Ela é autora do livro "Boca Livre - Comida e Boa Forma com Prazer e sem Neura" e apresentadora do quadro "Saúde em Movimento", da rádio CBN
Continua após publicidade

Santa pausa! Por que você devia se sentar mais à mesa

Hábito melhora a relação com a comida, amplia a conexão com quem a gente ama e ainda traz vantagens à saúde

Por Patricia Julianelli
14 ago 2023, 18h00

Já ouviu falar na sigla ESAON? De estacionar, sentar, alimentar, orientar, navegar. Desconhecida por mim até outro dia, é uma regra do exército para sobrevivência na selva. A ideia é seguir essas orientações, nessa ordem, caso você se perca numa trilha ou numa floresta.

Estacionar para evitar deslocamentos desnecessários e facilitar a localização. Sentar para poupar energia, cuidar da saúde e manter a calma. Alimentar-se para nutrir o corpo. Já orientar seria decidir em que direção seguir. E, navegar, seguir o rumo escolhido.

Táticas de sobrevivência na selva passam longe dos meus assuntos preferidos. Aliás, acredito que não há vencedores em nenhum tipo de combate e abomino qualquer forma de violência. Mas uma parte dessa regra falou demais comigo: estacionar, sentar e alimentar.

Alimentação com atenção plena. Você parar tudo que está fazendo, sentar-se à mesa, servir-se e comer. Com calma, sem distrações. É algo relativamente simples de fazer e as vantagens são muitas, mas eu destacaria três:

1. Você valoriza a comida. E cria uma relação mais positiva com ela. Afinal, a gente não é só o que come, mas também como come. Ao comer com calma e apreciar a aparência, o aroma, a textura dos alimentos, você consegue estimular seus cinco sentidos e ter mais prazer à mesa.

2. Você mensura o que come. Você sabia que a gente tende a subestimar o que come e superestimar o que gasta em termo de calorias? Se você fica beliscando na cozinha ao invés de servir a comida em um prato (ou cumbuca, xícara etc.), tende a comer mais do que precisa, e sem perceber.

Continua após a publicidade

3. Você dá tempo ao corpo. Depois que a gente come, nosso cérebro demora cerca de 20 minutos para registrar a saciedade. Então, o ideal seria você parar de comer quando sentir que está quase satisfeito. Se fosse dar uma nota de 0 a 10 para sua saciedade, você pararia no 6 ou 7. Pode apostar: em alguns minutos, você deve perceber que está totalmente satisfeito!

+ LEIA TAMBÉM: Outras colunas de Patricia Julianelli em VEJA SAÚDE

Se possível, faça as refeições com alguém. E ganhe tempo de qualidade com quem você ama. Se der, prepare sua comida, ou tenha quem prepare. E dê preferência para ingredientes frescos, naturais, integrais ou minimamente processados.

Mas, mesmo se o lanchinho da tarde for aquele cereal açucarado, servir-se de um pouco, fechar a embalagem, sentar-se e comer faz toda a diferença. Se você sai comendo direto da embalagem, vai exagerar na dose.

Aliás, dica de ouro: pelo menos uma vez na vida, use uma xícara ou copo medidor e sirva a porção indicada na embalagem (que costuma ser ¾ de xícara) na cumbuca que você usa para comer cereal. Deu pouco, né? Pois é. Faça esse teste com seus industrializados preferidos para ter noção de quanto está comendo.

Continua após a publicidade

Aliás, petiscar é um hábito traiçoeiro. Quer comer um tequinho de queijo branco, só um pouquinho dessas uvas que estão tão doces e experimentar esse biscoito? Ok, mas sirva-se, coloque tudo em um prato e coma com calma, sem distrações.

Você sabia que a gente passa boa parte do dia sentado e que isso traz diversos riscos à saúde? Pois olha só a ironia: nos momentos em que deveríamos sentar, nós resolvemos ficar em pé. Fazemos lanches e refeições na correria, nas brechas, quando dá tempo, e plugados no celular ou computador.

Num mundo pautado pela produtividade máxima e excesso de estímulos, cumprir esse pequeno ritual a cada refeição – e aqui não importa o tamanho dela -, é um ato de autocuidado e preservação.

Compartilhe essa matéria via:
Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

A saúde está mudando. O tempo todo.

Acompanhe por VEJA SAÚDE.

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou
Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja Saúde impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 12,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.