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Novo remédio simplifica o tratamento da hemofilia

Chega ao país o primeiro medicamento de longa duração contra a doença

Por André Biernath Atualizado em 19 dez 2018, 18h01 - Publicado em 15 abr 2016, 11h42

A hemofilia é um distúrbio genético marcado por defeitos na produção dos fatores de coagulação do sangue — o que prejudica demais a cicatrização. Uma pessoa saudável carrega 13 proteínas que agem em cascata para estancar a perda do líquido vermelho. Já o hemofílico não fabrica a contento o fator 8 ou o fator 9 de coagulação. Com isso, pode sofrer grandes perdas de sangue, mesmo diante de ferimentos leves.

A única forma de prevenir hemorragias nesses casos é oferecer os tais fatores de coagulação por meio de infusões nas veias, que são tomadas de duas a três vezes por semana — um tratamento, diga-se, muito desgastante. Mas um novo medicamento aprovado no Brasil deve facilitar a vida dos hemofílicos do tipo B, que têm deficiência no fator 9.

Produzido pela farmacêutica Biogen, o fármaco é tomado apenas uma vez a cada sete dias. “Essa é a primeira molécula de longa duração, considerada um dos maiores avanços no combate à doença dos últimos 17 anos”, comemora Fabrício Carvalho, gerente médico da área de hematologia da Biogen.

  • Mais coisa boa por aí…

    Outras três promessas devem virar realidade

    Fármacos
    Há três remédios prontos para chegar ao mercado nos Estados Unidos. Inclusive, um fator de longa duração para a hemofilia A.

    Tchau, dor
    Uma alternativa que avançou recentemente foram as injeções subcutâneas. Elas são mais cômodas e menos dolorosas que as infusões venosas.

    Edição do DNA
    Consertar os trechos de genes que geram as falhas da hemofilia é a grande esperança de cura. A terapia gênica é aguardada para as próximas duas décadas.

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