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Um tratamento genético (e definitivo) contra a hemofilia

Surge uma nova esperança para tratar essa enfermidade - sem transfusões ou a necessidade de medicamentos frequentes

Por André Biernath - Atualizado em 15 mar 2019, 16h14 - Publicado em 26 fev 2018, 09h40

Primeiro, a explicação: a hemofilia é uma condição de fundo genético em que há deficiência num fator de coagulação do sangue. Com isso, podem ocorrer sangramentos de grandes proporções após cortes, batidas ou espontaneamente. Agora, a boa notícia: a farmacêutica Pfizer anunciou avanços importantes numa terapia que conserta erros no DNA relacionados à doença.

“Nós colocamos no organismo um vírus modificado que introduz um novo trecho genético nas células, corrigindo o defeito”, explica Eurico Correia, diretor médico da empresa.

Em estudos publicados recentemente, a taxa de hemorragias em dez voluntários caiu 97% no período de um ano. A próxima etapa é testar o tratamento em um número maior de pessoas. Talvez essa terapia gênica até dispense a necessidade de usar drogas recorrentemente. Veja como ela funciona:

hemofilia como tratar remédio genética
Como funciona a terapia gênica da Pfizer Ilustração: Rodrigo Damati/SAÚDE é Vital

Mais boas notícias contra a hemofilia

Se antes o tratamento exigia constantes transfusões de sangue, recentemente ocorreram grandes progressos: nos últimos dois anos, novos fármacos de ação semanal e injeções subcutâneas trouxeram mais conforto e comodidade. Converse com seu médico!

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