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Natural não é sinônimo de seguro

Ao contrário do que muita gente deduz, nem toda planta medicinal é livre de efeitos adversos

Por Redação Saúde é Vital 6 out 2016, 15h02 | Atualizado em 25 out 2016, 20h09
Alex Silva
Alex Silva (/)
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As plantas medicinais são utilizadas como remédios e podem, como qualquer medicamento usado de forma indevida, ter graves efeitos colaterais. Por isso, não caia na tentação de abusar das ervas, especialmente para males crônicos. Salvo alguma orientação diferente do médico, receitas caseiras devem ser consumidas só para o alívio de sintomas agudos de doenças de baixa gravidade, sem que o tratamento ultrapasse 30 dias.

Isso vale até mesmo para chás daquelas plantas de uso consagrado, como boldo, camomila e maracujá. Grávidas, crianças menores de 3 anos e quem está amamentando merecem atenção especial. Vale frisar ainda que a utilização dessas ervas não substitui o acompanhamento médico, até porque o efeito depende de um bom diagnóstico. E, se você já está tomando algum comprimido, cuidado extra com eventuais interações.

Quando o uso não compensa

Algumas espécies têm mesmo princípios ativos capazes de atacar doenças, mas são tão tóxicas que, apesar das virtudes, os especialistas não se atrevem a recomendá-las. É o caso da popular arruda. Sua toxicidade – ela é, inclusive, abortiva – aniquila eventuais benefícios para os vasos sanguíneos. Outro é o mentrasto, lembrado quando o assunto são contusões: ele é muito tóxico para o fígado. Espécies como essas, além da buchinha-do-norte e da trombeteira, apesar da fama na boca do povo, devem ficar longe da sua casa.

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