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Diabete canina: sintomas e tratamento

Seu cãozinho foi diagnosticado com diabete? Veja como cuidar dele

Por Redação M de Mulher
27 nov 2011, 22h00 • Atualizado em 28 out 2016, 07h10
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  • Diabete canina: sintomas e tratamento

    As complicações do diabete só são evitadas se o cão receber injeções diárias de insulina
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    De repente, o pâncreas desacelera a produção de insulina. Então, o organismo do animal deixa de transformar em energia toda a comida da tigela. Parte vira glicose – que, sem insulina, fica dando sopa no sangue, fora das células. O bicho até continua devorando tudo o que o dono lhe oferece, mas só faz perder peso, bota a língua pra fora, esbaforido, em qualquer caminhada à toa, não topa nenhuma brincadeira e vive sedento. São esses, aliás, os sinais do diabete nos cachorros, mal que vem se tornando uma das queixas mais frequentes nas clínicas veterinárias.

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    “No cenário moderno, os cães vivem mais tempo e praticam pouca atividade física. Está aí a justificativa: a idade avançada e o sedentarismo são os dois principais fatores para o aparecimento da doença”, explica o veterinário Paulo Sérgio Salzon, de São Paulo. E, segundo ele, há outro motivo para o salto no número de casos: “Hoje em dia as pessoas têm uma relação mais estreita e cuidadosa com seus animais de estimação. Desse modo, correm ao veterinário quando notam qualquer sinal errado, o que favorece uma maior quantidade de diagnósticos. Talvez, no passado, muitos cães morressem diabéticos sem que os donos fizessem a menor idéia”. É bem provável: esses cachorros viveram mal e morreram precocemente.

    O diabete causa cegueira, qualquer machucado demora para se fechar, sem contar os estragos, muitas vezes fatais, que a doença faz nos rins e no coração. Complicações assim só são evitadas se o bicho recebe injeções diárias de insulina. “As doses devem ser precisas e, a cada três meses, no máximo, precisamos fazer um acompanhamento minucioso do animal”, resume o veterinário Mário Marcondes, de São Paulo. No mais, é cuidar bem da alimentação e estimular o bicho a se mexer todos os dias. “Sem mudança nos hábitos, é praticamente impossível controlar o diabete”, ressalta Marcondes. Seguindo à risca essas recomendações, seu melhor amigo pode ter uma rotina normal e viver bem – e por muito tempo.

    Sintomas do diabete em cães: sede excessiva, perda de peso, aumento de apetite e cansaço são os mais evidentes. E, se você nota que junta formiga sempre que o bicho urina no quintal, pode apostar que há açúcar ali no líquido. Esse é outro sinal.

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    Raças mais vulneráveis: poodle, dachshund, schnauzer, beagle, golden retriever, labrador, spitz e samoieda – o que, atenção, não significa que as demais estejam a salvo. O diabete sempre é uma ameaça aos cães mais velhos, não importa a raça, e às fêmeas com problemas hormonais.

    Tratamento: doses diárias de insulina, à base de rações dietéticas e, o mais importante, sessões diárias de exercício. No caso das fêmeas, em geral elas são castradas para que seus hormônios não atrapalhem a ação da insulina injetável.
     

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