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Sal não prejudica só a pressão: ele afetaria o cérebro

O excesso do ingrediente (a principal fonte de sódio) foi ligado a pioras nas habilidades cognitivas

Por Thaís Manarini 20 jan 2018, 15h00

Um estudo publicado no jornal científico Nature Neuroscience dá mais um forte motivo para evitar itens cheios de sódio, mineral que, em excesso, faz a pressão decolar – levando, assim, a um maior risco cardíaco. Agora, a substância foi associada a déficits cognitivos.

No estudo, a equipe de cientistas alimentou animais com o equivalente a uma dieta humana rica em sal por 12 semanas. Depois de alguns dias, notaram alterações nos vasos e a diminuição de fluxo sanguíneo para o cérebro. Para completar, testes provaram que a capacidade de raciocínio e memorização dos bichinhos ficou abalada.

De acordo com os autores, tudo indica que o sódio tem impacto negativo nas células endoteliais dentro dos vasos sanguíneos cerebrais. Dessa forma o fluxo de sangue para a massa cinzenta ficaria comprometido, o que contribui para uma série de encrencas.

 

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    Mas a experiência não parou por aí. Os cientistas estimularam as cobaias a voltarem a uma dieta normal e, nesse momento, perceberam que os danos (tanto nas veias e artérias quanto no funcionamento do cérebro) puderam ser revertidos. Ou seja, nunca é tarde para mudar os hábitos e colher benefícios.

    Claro que, por se tratar de um estudo com animais, devemos ter cautela antes de cravar com todas as letras que o sal piora o raciocínio. E menos ainda que ele é o culpado por doenças como Alzheimer.

    De qualquer forma, doses excessivas de sódio estão associadas ao AVC – e esse problema pode, sim, culminar em perdas de funções cognitivas. Melhor prevenir, não é mesmo?

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