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Gordura trans é ligada à demência

Não é só o coração que corre perigo quando esse tipo de gordura é consumido na alimentação

Por Thaís Manarini 18 fev 2020, 10h22

Ao contrário do que ocorre com outras gorduras, não há nível de consumo visto como seguro ao falarmos na versão trans. E cientistas japoneses acabam de enfatizar esse conselho. Após acompanhar 1 628 pessoas por mais de dez anos, eles comprovaram que quem tinha altos níveis da tal gordura circulando pelo sangue era mais suscetível a desenvolver demência.

Para o nutricionista Dennys Cintra, professor da Universidade Estadual de Campinas (SP) e estudioso do tema, a descoberta não chega a ser surpreendente. “A trans tem ação pró-inflamatória”, ensina.

Em um ambiente assim, a troca de mensagens entre os neurônios acontece com muita dificuldade (até minguar de vez), e, para piorar, eles começam a morrer. “Os problemas são decorrentes, claro, da ingestão frequente”, informa o especialista.

  • Gordura trans anida no brasil

    Hoje, para escapar totalmente da trans, o ideal é reduzir na rotina a cota de produtos ultraprocessados — aqueles com vários ingredientes e aditivos.

    Logo, logo, porém, não haverá risco de encontrá-la por aí. É que a Anvisa aprovou a proposta de eliminá-la dos produtos. A redução será gradual, chegando ao banimento total em 2023.

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