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Banana merece espaço cativo na fruteira

Essa fruta é uma aliada do coração e, acredite, pode até contribuir para o emagrecimento

Tem fruta com mais cara de Brasil do que a banana? O curioso é que, apesar de ser a mais consumida por aqui, sua origem não tem nada a ver com nossa terra. Na verdade, há registros apontando que o berço da banana fica no sudeste da Ásia. Não à toa, muitos estudos com o alimento vêm de lá. É o caso de um que associou o consumo de duas unidades da fruta com uma redução na relação entre as taxas de LDL, o colesterol ruim, e o HDL, o bom. Quando esse índice cai, é sinal de que o risco cardiovascular passa a ser menor.

O magnésio presente no fruto da bananeira estaria entre os ingredientes pró-artérias. Isso porque o mineral parece limitar a ação de uma enzima envolvida na produção de colesterol no fígado. Além disso, a banana é reduto de fibras. No intestino, elas se ligam aos ácidos biliares, que são cheios de moléculas gordurosas. Então, ao serem eliminadas por meio das fezes, acabam carregando junto o colesterol.

Se a intenção é afastar o diabete, pode recrutar a banana também. Há evidências de que ela ajuda a derrubar tanto a glicemia de jejum como a depois das refeições. Para quem já é diabético, uma pesquisa indicou que o consumo diário da fruta eleva a adiponectina, um hormônio que facilita o aproveitamento do açúcar circulante no sangue e, para completar, auxilia a espantar inflamações. Eis um combo mais que bem-vindo para vencer a chamada resistência à insulina.

Os predicados da banana contra infartos e derrames ainda reúnem doses generosas de potássio, mineral que tem papel oposto ao do sódio e, por estimular as artérias a relaxarem, faz baixar a pressão arterial. Para ter ideia, o consumo diário ideal desse nutriente é de 4,7 gramas e uma unidade do alimento concentra, em média, 400 miligramas da substância.

Há mais uma vantagem em contar com o potássio. Ele dá uma bombada nos impulsos nervosos e, dessa forma, é ótimo para nos manter alertas. Portanto, incluir a banana logo no café da manhã pode ser um jeito gostoso para começar o dia cheio de disposição. E claro: o mineral assegura ainda a boa contração dos músculos. Somando isso ao fato de a banana ser fonte de carboidrato, que dá energia, fica fácil entender por que ela é recomendada antes, durante e depois da prática de exercícios físicos. Sai pra lá, cãibra!

E ninguém precisa ter medo da sua fama de engordativa. Apesar de não fazer parte do time das frutas magrinhas, ela pode, sim, dar um suporte para quem deseja eliminar alguns quilinhos. Afinal, o fruto carrega um monte de fibras, que garantem a saciedade por um tempo prolongado. Inclusive, se a alimentação for equilibrada, não há problema algum em devorar mais de uma por dia. Se estiver fazendo uma dieta mais rigorosa, saiba, ainda, que há tipos da fruta menos calóricos, caso da banana-maçã.

Aproveite a casca
Sabia que nela há mais potássio e vitamina C do que na polpa? Pois é. Por conta disso, vale muito a pena higienizar essa parte e utilizar na cozinha – dá para fazer bolos, pães, geleias, vitaminas e afins com ela. E não precisa pensar em receitas logo após comer a polpa. Se levar a casca ao congelador, ela dura cerca de dois meses.

Um mundo de variedades

Thap maeo
Ganhou fama de ser a banana light por reunir poucas calorias. Mas essa característica se perdeu ao longo dos anos. Atualmente, o que chama a atenção mesmo é o alto teor de fibras.

Prata
Campeã disparada em relação aos teores de vitamina C, ela reúne 98 calorias em 100 gramas. Sabe a banana em calda? Costuma ser produzida com essa variedade.

Da-terra
É a maior e mais pesada: são 128 calorias em 100 gramas. Nos quesitos vitaminas A e C, dá show. Os chips de banana geralmente são feitos com ela.

Ouro
Pequenina, não ultrapassa os 10 centímetros e pesa cerca de 50 gramas. Duas unidades somam 112 calorias.

Maçã
Em 100 gramas, há 87 calorias e uma boa dose de fibras, 2,6 gramas. Junto com a banana-prata e a banana-da-terra, faz parte da trinca com os maiores teores de vitamina C.

Nanica
Não se engane pelo nome: de pequena não tem nada. Por causa da textura e do rendimento, é a mais usada pela indústria de alimentos. A cada 100 gramas, são 92 calorias.

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