Clique e assine com até 72% de desconto

Gordofobia faz tão mal à saúde quanto o excesso de peso

O impacto é tanto que vítimas desse tipo de preconceito estão mais propensas a doenças cardiovasculares

Por Vand Vieira Atualizado em 8 ago 2019, 10h25 - Publicado em 9 fev 2017, 13h12

Acreditar nos estigmas sociais que rondam a obesidade é mesmo mais sério do que se imagina, afirma estudo realizado pela Universidade da Pensilvânia, no Estados Unidos. A conclusão é baseada no resultado dos exames de 159 adultos com excesso de peso.

  • Em resumo, os que manifestaram complexo de inferioridade por causa da aparência tinham um risco três vezes maior de desenvolver problemas que desregulam o metabolismo e seis vezes maior de ter altas taxas de triglicérides (placas de gordura que congestionam as artérias) no sangue. Infelizmente, esses voluntários não são minoria.

    “Estamos condicionados a associar pessoas obesas à falta de amor próprio”, alerta o psicólogo Yuri Busin, diretor do Centro de Atenção à Saúde Mental – Equilíbrio (CASME), em São Paulo. “Internalizar essa ideia de que estar obeso é sinônimo de ser preguiçoso, incapaz e pouco atraente abala o estado emocional, o que favorece, por exemplo, a depressão e a ansiedade”, completa.

    E são justamente esses sentimentos negativos que prejudicam o organismo. “Há evidências de que o desequilíbrio de hormônios e neurotransmissores associados ao estresse pode causar inflamações, sobrecarregar o coração e disparar a fome emocional”, diz Renato Zilli, endocrinologista do Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista.

    Nesses casos, vale a pena dar uma chance ao divã a fim de trabalhar essas questões. Investir na prática regular de atividades físicas é outra boa alternativa. Perda de peso à parte, é cientificamente comprovado que por o corpo em movimento estimula a produção de endorfina e serotonina, substâncias ligadas às sensações de prazer e bem-estar. E estar bem consigo mesmo é o que realmente importa.

  • Continua após a publicidade
    Publicidade