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Depressão: cuidados preventivos que podem ajudar no combate

Determinados hábitos e comportamentos fortalecem a saúde mental, protegem contra a doença e devem fazer parte da sua rotina

Por Abril Branded Content Atualizado em 4 nov 2020, 19h27 - Publicado em 30 out 2020, 14h00

Na internet, na televisão e nas conversas entre amigos, é comum encontrar conselhos para fortalecer o organismo e evitar doenças. Graças a essa troca de informações, hábitos como praticar atividades físicas, seguir uma alimentação equilibrada, não fumar e fazer checkup anualmente vêm sendo incorporados à rotina de grande parte da população.

Mas, além da saúde física, é essencial, também, cuidar da saúde mental – para evitar doenças como a depressão, que pode desencadear uma série de problemas e, em alguns casos, até causar mortes por suicídio. O segredo de cuidar bem do corpo e da mente é investir na prevenção. “As mulheres vão todo ano ao ginecologista e nem sempre para tratar alguma enfermidade, e sim para prevenir. Temos que nos dedicar à nossa saúde mental do mesmo modo que fazemos com nossos dentes, por exemplo, que escovamos todos os dias”, comenta o psiquiatra Elson Asevedo, pesquisador da Universidade Federal de São Paulo.

Depressão: como prevenir?

Assim como a prática de exercícios fortalece o sistema cardiovascular, melhora o condicionamento físico e, consequentemente, a saúde, alguns hábitos e comportamentos são fundamentais para a saúde mental. Por exemplo, o consumo de frutas, grãos integrais, vegetais, peixes, azeite e laticínios com baixo teor de gordura contribui com a prevenção da depressão. Por outro lado, a dieta rica em caloria, mas com baixo teor nutritivo, como frituras e gorduras saturadas, tem sido associada ao aumento do risco de desenvolvimento da doença.

Outro cuidado é dormir bem. O sono é fundamental e sua falta facilita o surgimento do transtorno. “Ter um horário habitual para despertar auxilia o ciclo fisiológico e mantém o organismo saudável”, explica o psiquiatra Renério Fráguas Junior.

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Vale, ainda, incorporar à sua rotina a prática de exercícios – ao menos três vezes por semana. Sabe-se que os esportes promovem a liberação de endorfina, o hormônio do prazer, e de outros neurotransmissores por trás da sensação de bem-estar. Mas os benefícios vão além, de acordo com Fráguas. “Suar a camisa desencadeia reações cerebrais que contribuem para a formação de mais pontos de contato entre os neurônios. Como resultado, aumenta a comunicação entre os circuitos que processam as emoções negativas e positivas e, consequentemente, eleva o prazer e o interesse por aquilo de que a pessoa gosta. Por outro lado, diminui a tendência à tristeza e ao desânimo.”

A forma como se encara a vida também deve ser analisada. Reservar alguns momentos para fazer o que lhe dá prazer e buscar atividades que proporcionem a sensação de felicidade, tranquilidade e bem-estar são atitudes essenciais para manter a cabeça ativa e o pensamento positivo. Pode ser deitar na rede para ler um livro, ouvir uma música, praticar ioga, meditação ou terapias diversas, aprender coisas novas, cultivar um hobby ou viajar.

Acolhimento para uma mente sã e o momento de buscar ajuda

Cercar-se de pessoas que lhe dão apoio também é um cuidado importante para se sentir fortalecido e prevenir a depressão. “Sabe-se que o estresse é um dos fatores desencadeadores da doença. No entanto, o apoio do cônjuge, família e amigos assim como dos pais, em particular para crianças e adolescentes, é capaz de proteger contra o transtorno. Por meio de conversas, incentivos e amparo, eles garantem um suporte emocional que permite o desenvolvimento da capacidade de resiliência e de superação de situações adversas. Como consequência, diminuem os fatores estressantes e a reação ao estresse”, explica Fráguas. Em paralelo, é necessário dar atenção aos sinais de alerta, como, por exemplo, sensação de angústia, ansiedade exagerada, baixa autoestima, insônia (ou excesso de sono), desinteresse por atividades que antes davam prazer, pensamentos pessimistas, às vezes sobre a morte, comportamentos compulsivos, dificuldade para se concentrar, problemas ou disfunções sexuais, sensação de impotência ou incapacidade para os afazeres do dia a dia, que indicam que é hora de procurar ajuda profissional. Um passo essencial para cuidar da saúde mental é olhar para dentro de si e reconhecer as próprias emoções. “Essa é uma habilidade complexa, e identificar que aquilo que a pessoa está sentindo vai além de uma tristeza habitual não é fácil”, conta Asevedo.

Outro ponto fundamental para proteger a saúde mental é desconstruir crenças, preconceitos e tabus que em nada ajudam a prevenir ou superar a depressão. Por exemplo, buscar um psiquiatra ou psicólogo não é exagero nem está, necessariamente, vinculado a uma suspeita considerável do transtorno. Além disso, não é preguiça nem frescura, e pode afetar homens e mulheres, de qualquer classe social. Trata-se de uma doença psiquiátrica que requer tratamento adequado, e é importante buscá-lo quanto antes.

Para requalificar, por meio da informação, a forma como nos referimos à depressão e estimular a construção de um ambiente acolhedor, no qual a pessoa com depressão  se sinta engajada a procurar ajuda qualificada, a Janssen, farmacêutica da Johnson & Johnson, lidera o Movimento Falar Inspira Vida. Entre as ferramentas criadas pelo Movimento está o Guia Depressão: Quando Saber Falar e Ouvir Inspira a Vida, que explica qual a maneira mais adequada e empática para falar sobre o tema, de forma a promover uma escuta acolhedora e incentivar a busca por apoio de profissionais qualificados. Acesse, informe-se, compartilhe e ajude a construir uma sociedade mais preparada, empática e livre de julgamentos. 

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