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Arteterapia contra o estresse e as dores de cabeça

Expressar os sentimentos por meio de desenhos e pinturas parece funcionar como remédio contra o nervosismo e a cefaleia

Por André Biernath Atualizado em 11 dez 2019, 10h43 - Publicado em 2 nov 2019, 10h35

Marcada por incertezas e mudanças, a adolescência costuma ser um período bastante turbulento da vida. Foi justamente esse o motivo que levou a enfermeira Elin Björling, da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, a avaliar o poder terapêutico da arte num grupo de oito meninas.

“Durante três semanas, elas participavam de sessões e recebiam tarefas com tintas, aquarelas e giz de cera, em que precisavam prestar atenção em seus sentimentos”, relata a cientista. Ao longo do experimento, houve uma queda geral nos níveis de nervosismo e nos episódios de dor de cabeça.

A própria autora admite que a pesquisa é pequena e precisa ser replicada com mais voluntários, mas aponta caminhos interessantes sobre o uso da ferramenta nos consultórios.

Uma pioneira na psiquiatria

A arteterapia começou a se popularizar no início do século 20 graças ao esforço de uma brasileira: a médica Nise da Silveira (1905-1999) estimulava pacientes com doenças psiquiátricas internados num hospital do Rio de Janeiro a pintarem quadros. As obras foram exibidas em várias partes do mundo e viraram símbolo do movimento de humanização de sanatórios e manicômios.

Outras aplicações

A diferença da arteterapia para um hobby artístico está no apoio de um profissional que acompanha o processo

Aprendizado: desenhos e pinturas são um modo de sedimentar conceitos e teorias ensinados na sala de aula.

Autoconhecimento: a arte é um meio valioso para extravasar os sentimentos e notar aflições e incômodos até então ignorados.

Reabilitação: trabalhar com atividades manuais e artesanato auxilia na recuperação de um acidente vascular cerebral.

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