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A TV e o ideal de corpo feminino

A telinha muda o conceito de beleza da população - e isso pode afetar o equilíbrio mental

Por Theo Ruprecht Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 20 jul 2016, 13h12 | Atualizado em 10 nov 2016, 19h06
Adriana Komura
Adriana Komura (/)
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A Nicarágua, na América Central, reúne em um espaço relativamente pequeno cidades onde há televisores na maioria das casas, zonas rurais com acesso restrito a eles e vilarejos que mal possuem energia. O cenário interessou cientistas da Universidade de Newcastle, na Inglaterra, que resolveram investigar as discrepâncias no ideal de corpo feminino entre moradores dessas regiões. Após pedir para voluntários e voluntárias classificarem fotografias de diferentes mulheres segundo a atratividade, os pesquisadores concluíram que, quanto maior a exposição à TV, maior a probabilidade de a pessoa preferir uma silhueta bem fina e querer entrar em uma dieta. “O problema é que a pressão por um corpo magérrimo pode gerar distúrbios de imagem”, avisa Alexandre Saadeh, psiquiatra do Hospital das Clínicas de São Paulo. Hoje, cerca de metade das mulheres jovens de países ocidentais está insatisfeita com a forma física. “Temos que valorizar o diferente e, do ponto de vista de saúde, concentrar-se mais em comportamentos e menos na estética”, opina Saadeh.
Distúrbio de imagem
O descontentamento exagerado com o próprio corpo pode gerar…

Anorexia

Não importa quão magro está, o sujeito só pensa em perder mais e mais peso. Ele mal come, o que abala a saúde como um todo.

Vigorexia

É um desejo incessante de inflar a musculatura (e ficar que nem o galã da novela). O uso de anabolizantes é comum na presença dessa condição.

Depressão

Quem tem dificuldades para aceitar a aparência – em especial quando se compara a atores e atrizes – não raro cai numa tristeza profunda.

Compulsão alimentar

Curiosamente, a sensação de culpa ao não conseguir se igualar aos modelos que passam na TV acarreta surtos de glutonice extrema.

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