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A psoríase e a vergonha do corpo

Estudo sugere quem tem essa doença de pele evita ir à piscina ou à praia. O problema: o sol é aliado no tratamento

Por Thaís Manarini Atualizado em 19 abr 2021, 19h54 - Publicado em 19 abr 2021, 12h44

Todo mês, a pele passa por uma atualização — as células mortas caem, e surgem novas no lugar. “Mas, nas pessoas com psoríase, esse processo é acelerado, porque há muita produção de queratina”, explica o dermatologista Ricardo Romiti, da Universidade de São Paulo. O resultado são lesões descamativas, sobretudo em áreas como cotovelos, couro cabeludo e joelhos — e que abalam a autoestima.

Em uma pesquisa conduzida com 180 pacientes pela HSR Health, 79% deles disseram que a vergonha é o sentimento mais forte ligado ao problema. Para ter ideia, 62% deixam de expor o corpo em praias e piscinas. “Só que, ao contrário de outras doenças de pele, na psoríase o banho de sol é indicado”, informa Romiti. Segundo ele, com o auxílio de um especialista, dá para controlar o quadro e viver bem do inverno ao verão.

Exposição segura

Entenda como pessoas com psoríase podem aproveitar os raios solares

Modo intenso
Para obter vitamina D, são receitados banhos de sol no início da manhã ou fim da tarde. Já na psoríase, o sol deve ser mais forte, como o da hora do almoço.

Tempo restrito
Para minimizar o risco de queimaduras, olho no relógio. O limite de tempo é dado pelo médico, já que depende de idade, tipo de pele, perfil da psoríase etc.

Direto na lesão
O raio deve incidir na área acometida. Proteja o resto do corpo. Se for à praia ou à piscina, passe filtro solar em tudo, pois a exposição será prolongada.

  • Não deixe de cuidar

    No levantamento da HSR Health, 29% dos indivíduos com psoríase confessaram não tratar a doença. Embora ela não tenha cura, Romiti afirma que a versão leve, correspondente a dois terços dos casos, pode ser domada com medidas simples, como hidratação e exposição solar. Para as formas graves, há medicações bastante modernas — algumas já estão no SUS. “Dá para chegar a uma regressão de 90 até 100% das lesões”, conta o dermatologista.

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