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Zika pode causar lesão ocular em bebês (mesmo sem microcefalia)

De acordo com um novo estudo, alterações cerebrais não são o único problema relacionado à exposição do vírus durante a gravidez

O Ministério da Saúde decretou o fim da emergência nacional por zika em maio deste ano – porém, algumas sequelas da epidemia começaram a ser detectadas só agora. Uma pesquisa coordenada por especialistas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) aponta que, mesmo na ausência de danos no cérebro, bebês que entraram em contato com o vírus no útero da mãe podem sofrer com prejuízos sérios aos olhos.

Já existe uma diretriz recomendando que os nenéns com microcefalia passem por testes de visão. Mas, segundo os especialistas, essa conduta precisa ser estendida diante dos novos achados: “Ressaltamos a necessidade de repensar os critérios de avaliação, de forma a incluir o exame de fundo de olho na triagem neonatal de todos os bebês com potencial exposição materna ao vírus”, explica Andrea Zin, oftalmologista pediátrica e autora do artigo.

 

 

A investigação acompanhou 112 crianças com mães infectadas pelo zika durante a gravidez. Dessas, 46 estavam livres de qualquer anormalidade na cabeça. Ainda assim, dez delas apresentaram problemas nos olhos, o que representa 42% do total de pequenos com algum tipo de dano oftalmológico. Lesões no nervo óptico e na retina foram as mais recorrentes.

Feito por meio de uma parceria entre Brasil e Estados Unidos, o trabalho serve de alerta para a comunidade científica e para os pais. “Tratam-se de alterações graves. Quanto mais precoce o diagnóstico, mais cedo a criança pode ser submetida a uma intervenção para habilitação da visão”, esclarece Andrea.

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