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Vitiligo exige cuidados extras em tempos de coronavírus

Esse quadro marcado pela despigmentação da pele tem forte elo com a saúde emocional, que ficou abalada por causa da pandemia

Por Thaís Manarini - 30 set 2020, 17h47

De olho na tensão causada pela crise do coronavírus, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) fez um alerta especial a quem convive com o vitiligo. Isso porque o estresse é capaz de agravar essa doença autoimune, caracterizada pela presença de manchas brancas na pele. “Em um momento como este, as marcas podem crescer e se espalhar mais ou até reaparecer”, conta a dermatologista Márcia Senra, coordenadora do Departamento de Psicodermatologia da entidade.

De acordo com a médica, os atendimentos por causa do vitiligo (e de outras situações ligadas a aspectos emocionais, como queda de cabelo) aumentaram durante a pandemia. É importante frisar que, embora não exista cura para o quadro, dá para tratá-lo. E, atualmente, isso pode ocorrer por meio de consulta online. “A sensação de ser cuidado já faz muito bem ao paciente”, avalia Márcia.

A pandemia como estopim

A SBD informa que o drama atual relacionado ao coronavírus pode até mesmo atuar como gatilho para o desenvolvimento do vitiligo em quem não apresentava sinais da doença. O principal sintoma é a tal mancha branca mesmo. Ela surge porque o próprio organismo passa a atacar os melanócitos, que são as células produtoras de melanina (o pigmento da nossa pele). “Mas, para cravar o diagnóstico, é preciso consultar o médico”, esclarece Márcia.

Ilustrações: Laura Luduvig/SAÚDE é Vital
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