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Fuja do coronavírus sem prejudicar a pele

Uso frequente de álcool em gel e produtos de limpeza traz consequências como irritações e ressecamento

Por Thaís Manarini - 15 Maio 2020, 14h00

A escalada do vírus Sars-CoV-2 resultou em novos hábitos entre a população, como a aplicação constante do álcool em gel nas mãos. A faxina em casa também anda mais frequente e caprichada. Mas tudo isso pode ter um efeito colateral nada bem-vindo à nossa pele.

Segundo Paulo Criado, coordenador do Departamento de Medicina Interna da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), ao abusarmos de álcool concentrado e produtos de limpeza (cheios de substâncias irritativas), a camada natural de proteção da pele, formada por proteínas e gorduras, é removida.

Só que é essa estrutura que impede a evaporação da água de dentro do organismo para o meio externo. “Sem ela, há maior propensão a ressecamento, vermelhidão e rachaduras, além de um risco elevado de entrada de bactérias, ácaros e partículas de poeira”, alerta o médico. “O uso crônico também pode ocasionar alergias”, acrescenta.

 

Ilustração: Arte Veja Saúde/SAÚDE é Vital
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