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Vacinação contra o vírus ebola começa no Congo – conheça a doença

Há um surto de ebola na África, que as autoridades pretendem conter com uma nova vacina. Saiba o que é essa doença e quais seus sintomas e tratamentos

Por Paula Laboissière (Agência Brasil) 21 Maio 2018, 16h46

A vacinação em caráter experimental contra o vírus ebola começou hoje (21 de maio) na República Democrática do Congo, conforme anunciou o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus. Entre 4 de abril e 17 de maio, 45 casos com sintomas típicos da doença foram notificados no país, com 25 mortes reportadas.

Dos 14 episódios confirmados até o dia 18 de maio, um surgiu em Bandaka, cidade de cerca de 1,2 milhão de habitantes. “É preocupante que tenhamos um caso de ebola em área urbana, mas estamos em posição muito melhor para lidar com a epidemia hoje do que estávamos em 2014”, disse Tedros, durante a abertura da Assembleia Mundial da Saúde, em Genebra (Suíça).

Diante de um cenário desses, é bom aproveitar para conhecer a vacina e o vírus ebola em si:

A vacina contra o ebola

De acordo com a OMS, ela foi utilizada em diversas pesquisas envolvendo mais de 16 mil voluntários na Europa, na África e nos Estados Unidos. Nesses levantamentos, ela se mostrou segura. A entidade ressaltou ainda que a dose apresentou resultados altamente eficazes na proteção contra a doença.

A mesma vacina já havia sido utilizada pela organização na Guiné em 2015. A estratégia, este ano, é repetir a chamada vacinação em anel, onde todas as pessoas que tiveram contato com um novo caso confirmado de ebola são rastreadas para receber o imunizante, no intuito de frear a transmissão do vírus.

O que é a doença do vírus ebola?

Comumente conhecida como febre hemorrágica do ebola, é uma enfermidade severa e geralmente mortal, com taxa de óbito de até 90%. A origem do vírus é desconhecida, mas evidências atuais sugerem que morcegos comedores de frutas podem ter sido os hospedeiros originais.

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A infecção em humanos pode ocorrer por meio do contato com animais contaminados (normalmente após o manuseio da carne). Mas a maioria dos é provocada pela transmissão pessoa a pessoa, que acontece quando o sangue ou outras secreções (fezes, urina, saliva e sêmen) de pacientes entram em contato com o corpo de um indivíduo sadio por meio de lesões na pele ou pelas membranas mucosas.

A infecção também pode acontecer ao pegar itens ou entrar em ambientes contaminados por fluidos corporais de pacientes infectados. Isso inclui roupa suja, luvas, equipamentos de proteção e resíduos médicos como seringas.

Quem está sob maior risco?

Durante um surto de ebola, as pessoas sob maior risco de contrair a infecção são: trabalhadores de saúde; membros da família e demais sujeitos que tiveram contato direto com pacientes contaminados. Atenção: no momento, não há qualquer indicativo de que a enfermidade pode chegar ao Brasil. Tanto que a OMS afirma que essa crise não configura uma emergência em saúde pública de interesse internacional.

Quais os sintomas do ebola?

Eles variam, mas febre de início súbito, fraqueza intensa e dor muscular, de cabeça e na garganta são comumente reportados no começo da doença – período conhecido como fase seca. À medida em que a infecção avança, os pacientes costumam desenvolver vômito e diarreia (fase molhada), erupção cutânea, insuficiência renal e hepática e, em alguns casos, hemorragias internas e externas.

Quanto tempo demora para que as pessoas desenvolvam sintomas?

O período de incubação ou intervalo de tempo entre a infecção e o início de sintomas varia de dois a 21 dias. O paciente só transmite a doença depois de apresentar sintomas. A infecção por ebola só pode ser confirmada por meio de exame laboratorial.

Quando é preciso procurar ajuda médica?

A pessoa com sintomas similares aos do ebola e que esteve em contato com pacientes possivelmente infectados pelo vírus ou que viajou a localidades onde foram registrados casos da doença deve procurar assistência médica imediatamente.

Há tratamento para o ebola?

Cuidados de apoio, sobretudo terapia de reposição de fluidos, cuidadosamente gerenciada e monitorada por profissionais de saúde treinados, melhoram as chances de sobrevivência. Outros tratamentos utilizados para ajudar pacientes a combater o ebola incluem, quando disponível, diálise, transfusões de sangue e terapia de reposição de plasma.

Este conteúdo foi publicado originalmente pela Agência Brasil. 

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