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Vacina universal contra a gripe entra na última fase de pesquisa

Ao contrário das versões atuais, que precisam ser aplicadas todo ano, novo imunizante seria capaz de dar uma proteção prolongada contra o vírus influenza

Por André Biernath 11 jun 2018, 12h30

Pesquisadores do Instituto Weizmann de Ciência, em Israel, anunciaram recentemente que um novo tipo de vacina contra a gripe criada em seus nos laboratórios será submetida aos estudos de fase 3. Na prática, isso significa que o produto está na última etapa de investigação antes que seja aprovado pelas agências regulatórias e disponibilizado aos pacientes.

A novidade, batizada provisoriamente de M-001, poderia resolver um dos grandes dilemas do atual esquema de vacinação contra a doença marcada por espirros, nariz escorrendo e prostração: a necessidade de repetir a picada ano após ano, quando as temperaturas começam a cair.

Esses reforços são necessários porque o vírus influenza sofre mutações a cada momento. Para ter ideia, já foram identificadas mais de 40 mil cepas do agente infeccioso. A cada ano, a Organização Mundial da Saúde precisa definir os três ou quatro tipos de influenza que provavelmente vão provocar o maior número de casos entre a população para, assim, informar a composição da vacina que será produzida pelos laboratórios farmacêuticos.

O mecanismo

O novo imunizante, porém, conseguiu identificar algumas partículas do influenza que não sofrem mutações com tanta facilidade assim. “Nossa proposta consiste em nove epítopos, segmentos de proteínas que fazem parte do vírus, que são comuns na vasta maioria das cepas. A expectativa é que elas levem a uma boa resposta do sistema imunológico”, explica a imunologista Ruth Arnon, cientista que lidera as pesquisas.

Ao longo dos últimos anos, a M-001 passou por testes em camundongos, onde mostrou uma eficácia de 100%, e já foi aplicada em seis estudos com 698 voluntários humanos. A fase 3, que deve começar no final de 2018, será realizada na Europa e contará com a participação de 9 630 pessoas com mais de 50 anos, que serão acompanhadas durante duas temporadas de inverno, período do ano em que o número de casos aumenta.

Se tudo der certo e os resultados forem favoráveis, o imunizante finalmente chegará à população. “Nós acreditamos que nossa vacina poderá oferecer, pelo menos, de três a cinco anos de proteção”, estima a professora Ruth.

Enquanto a vacina universal não vira realidade, a recomendação é seguir tomando as doses anuais para se resguardar da infecção. Na rede pública brasileira, elas são indicadas para alguns grupos de risco, entre eles crianças menores de 5 anos e idosos (veja a lista completa aqui). Infelizmente, na campanha de imunização de 2018, o país está mais uma vez abaixo da meta de vacinados.

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