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Glaucoma: tecnologia minúscula com grandes resultados

Com 0,4 milímetro, novo dispositivo chama a atenção no combate à doença que atinge 2 milhões de brasileiros e leva à cegueira irreversível

Por André Biernath Atualizado em 26 Maio 2018, 11h26 - Publicado em 26 Maio 2017, 11h10

Durante o último Simpósio Internacional Moacyr Álvaro, um dos principais eventos de oftalmologia do país, a empresa americana Glaukos apresentou o iStent, o menor dispositivo médico do mundo. Ele já está disponível no Brasil para tratar o glaucoma, condição marcada pela deterioração do nervo óptico, estrutura que leva a informação visual para o cérebro.

“O novo método é indicado para os casos iniciais e moderados”, diz o oftalmologista Carlos Akira Omi, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Glaucoma. Feita de titânio, a peça é colocada nos olhos numa cirurgia minimamente invasiva e abre um canal que reduz a pressão intraocular, uma das causas da doença.

  • Problema maiúsculo, solução minúscula

    Entenda como a novidade atua para controlar o glaucoma

    1. Aperto na visão

    O acúmulo de líquidos no olho eleva a pressão intraocular. Daí, as fibras do nervo óptico são danificadas e deixam de funcionar.

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    2. Hora de instalar

    O iStent vem acoplado a uma ferramenta, que é introduzida no olho e insere o dispositivo numa região chamada malha trabecular.

    3. Ralo de titânio

    Ele funciona como um escape para os fluidos, que são eliminados por um tubinho natural, o Canal de Schlemm. Isso alivia a pressão.

    Arsenal terapêutico contra glaucoma

    Confira abaixo outras alternativas para baixar a pressão intraocular

     

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