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Própolis contra a Covid-19?

Veja um experimento recente, que aponta possível ajuda na recuperação de pacientes internados com o coronavírus, e outras novidades sobre o composto

Por Chloé Pinheiro
Atualizado em 25 Maio 2021, 18h25 - Publicado em 25 Maio 2021, 09h46

Extraída das colmeias das abelhas, onde exerce papel de escudo contra vírus e bactérias, a própolis é bastante estudada por suas propriedades medicinais. Agora, cientistas do Instituto D’Or (Idor) e de outros centros avaliaram seus efeitos no combate à Covid-19.

O trabalho, publicado no periódico acadêmico Biomedicine & Pharmacoterapy, comparou sua atuação em 124 pessoas hospitalizadas com a doença — um terço recebendo o tratamento-padrão, o restante recebendo a mais um extrato de própolis. “Quem estava nesse segundo grupo ficou, em média, 50% menos tempo no hospital”, conta o nefrologista Marcelo Silveira, do Idor e da Apis Flora, fabricante do produto testado.

Mas há limitações na pesquisa: não havia um grupo tomando placebo para comparar, e os pacientes e os médicos sabiam quem recebia o adicional de própolis, o que aumenta o risco de vieses (entenda por que isso é importante).

Própolis também para amenizar o Parkinson

Em outro estudo, pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) administraram doses de própolis verde e de um placebo em ratinhos com Parkinson por 40 dias.

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Ao fim do período, os animais que receberam o extrato saíram com uma frequência cardíaca melhor — o coração costuma ficar abalado em portadores da doença. Outro efeito bacana ocorreu no cérebro. Os neurônios mais atingidos pelo Parkinson se mostraram resguardados pela própolis.

A ideia é que ela possa atuar como um complemento barato e seguro ao tratamento tradicional, que envolve remédios, cirurgias e outras medidas. E claro: o achado precisa ser confirmado em seres humanos antes de qualquer uso em escala.

Tipos de própolis

Existem muitas categorias mundo afora. No Brasil, são três principais:

Verde: É a mais estudada. Já foram descobertas ações anti-inflamatórias e de controle da glicemia no diabetes — sempre como coadjuvante.

Marrom: A variedade, rica em flavonoides (compostos vantajosos à saúde), foi capaz de eliminar bactérias em testes com células isoladas.

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Vermelha: Foi identificada pela primeira vez em 2006 em locais do litoral nordestino. Tem moléculas diferentes das outras, ainda a serem desvendadas.

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