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Pobreza menstrual é realidade no Brasil

Falta de acesso a produtos de higiene durante a menstruação é mais comum do que se imagina

Por Thaís Manarini 22 jun 2021, 14h27

Uma pesquisa online encomendada pela marca Always descobriu que, em algum momento da vida, 29% das entrevistadas não tiveram dinheiro para comprar produtos higiênicos voltados ao período menstrual. Realizado pela Toluna no início de 2020, o levantamento contou com a participação de 1 124 brasileiras de 16 a 29 anos de todas as regiões e classes sociais.

Pelo menos metade das respondentes contou já ter substituído os absorventes por soluções alternativas, com destaque para o papel higiênico. Durante um evento sobre a pesquisa, a antropóloga Mirian Goldenberg apontou outro dado impactante: 63% das jovens se sentem pouco confiantes na fase menstrual. “A falta de absorvente multiplica isso. E acontece todo mês!”, comentou.

+ 1,8 bilhões de mulheres menstruam em todo o mundo
+ 29% das brasileiras já ficaram sem dinheiro para comprar itens de higiene menstrual
+ 28% das jovens faltaram à aula devido à falta de absorventes

Como sair dessa

Para as participantes da pesquisa, a doação de produtos a instituições e/ou escolas pode facilitar o acesso a absorventes. Mas quase todas acreditam que essa é uma obrigação do governo. O movimento Livre para Menstruar, do Girl Up Brasil, tem um site que identifica projetos de lei focados no fim da pobreza menstrual em cada estado. Por lá, é possível pressionar pela aprovação das iniciativas.

Os substitutos

Veja o que as jovens relataram usar no lugar do absorvente:

– Papel higiênico
– Pano, a exemplo de roupas velhas
– Outros tecidos
– Toalhas de papel
– Mais de uma calcinha
– Toalha
– Algodão
– Meias

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