Clique e Assine a partir de R$ 6,90/mês

Os brasileiros que mais inovaram pela nossa medicina nos últimos anos

Prêmio Dasa de Inovação Médica com VEJA SAÚDE revelou iniciativas do país inteiro e vem, em sua quarta edição, reconhecer projetos no mundo pós-Covid

Por Diogo Sponchiato 25 out 2021, 13h36

Exame que investiga doenças mentais pela fala, curativo de pele de tilápia para queimaduras, um robô que salva vidas nas UTIs… Esses foram alguns dos feitos que receberam o Prêmio Dasa de Inovação Médica com VEJA SAÚDE em quatro anos de existência da láurea.

A premiação surgiu com o objetivo de prestigiar profissionais brasileiros que, com ideias e ações fora da caixa, estão mudando a saúde e a vida dos pacientes. Assim, busca reconhecer tanto projetos nas áreas da prevenção e da assistência sanitária e social como nos campos da genômica, do diagnóstico e do tratamento.

Os ganhadores são escolhidos após uma avaliação por um júri científico com alguns dos principais nomes da medicina em nosso país. Além das categorias tradicionais que rendem os troféus aos vencedores, a edição 2021 conta com uma destinada especificamente a healthtechs com produtos ou serviços inovadores.

Quer ter um trabalho indicado, acesse o site da premiação ou mande um e-mail para premioinovacaomedica@gmail.com.

Quem venceu em 2018 e 2019

Edição de 2018

Medicina Diagnóstica – Exame dá voz às psicoses
Com uso de uma tecnologia disruptiva, cientistas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) identificaram padrões na fala de pacientes com transtornos mentais. Dentro de uma plataforma, tais informações estão ajudando a criar um exame para apurar essas doenças.

Genética – Um perfil detalhado da leucemia infantil
Um grupo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) montou um dos maiores bancos de dados sobre a leucemia infantil da América Latina. O sistema reúne características clínicas e genéticas dos pacientes e tem auxiliado na melhora à assistência e no aperfeiçoamento do tratamento.

Prevenção – Cardiômetro, um alerta sobre o coração
A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) criou e mantém em seu site uma espécie de placar com os números da doença cardiovascular no país. O Cardiômetro integra um corpo de campanhas e ações de sensibilização à prevenção do problema que mais faz vítimas fatais no mundo.

Tratamento – Células-tronco para domar o diabetes
Uma equipe da USP de Ribeirão Preto foi pioneira ao desenvolver uma terapia que, após resetar a imunidade do paciente, a repovoa com células sem memória de agressão ao pâncreas, fator por trás do diabetes tipo 1. Indivíduos testados chegaram a ficar um tempo sem insulina.

Medicina Social – Visitas médicas que mudam vidas
O programa Primeiros Laços, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, promove atenção e acesso a cuidados de saúde a jovens mães e crianças de lares mais carentes. E comprovou, em seus estudos científicos, o valor e os resultados dessa abrangente intervenção.

Continua após a publicidade

Edição de 2019

Medicina Diagnóstica – Robô que salva pacientes em UTIs
Um programa de inteligência artificial capaz de alertar a equipe da UTI do risco de piora do paciente, possibilitando agir quanto antes para reverter a situação. Esse é o robô Laura, do Instituto Laura Fressatto, de Curitiba, que já vem sendo aplicado com sucesso em hospitais brasileiros.

Genética – Banco de dados das doenças da face
A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) estruturou um sistema online de registro e análise de anomalias craniofaciais (caso das fendas de lábio e palato) no Brasil. É o CranFlow, que armazena dados genéticos e clínicos dos pacientes, trazendo ganhos para o conhecimento e o tratamento dessas condições.

Prevenção – Resguardando o coração na químio
Uma pesquisa do Instituto do Coração (InCor) demonstrou que uma estratégia simples — a inclusão de um remédio frequentemente receitado para o músculo cardíaco — durante a quimioterapia ajuda a poupar o sistema cardiovascular das mulheres em tratamento do câncer de mama.

Tratamento – Pele de tilápia nas queimaduras
Uma invenção genial e exitosa do Instituto de Apoio ao Queimado, em Fortaleza, e da Universidade Federal do Ceará (UFC): usar a pele desse peixe, material sempre descartado, como uma matriz de curativo para queimaduras. Os estudos apontam recuperação mais rápida e com menos dor.

Medicina Social – Rede contra a pirataria de remédios
A Anvisa e a USP elaboraram uma plataforma que monitora todo o trajeto de uma medicação (da fábrica à farmácia) pelo Brasil. O Sistema Nacional de Controle de Medicamentos garante não só o cumprimento das regras de manuseio como coíbe a falsificação de remédios e seus perigos.

Quer saber quem foram os vencedores da edição de 2020, focada em projetos contra a Covid-19? Clique aqui.

 

 

Continua após a publicidade

Publicidade