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OMS alerta para o pior surto global de sarampo desde 2006

Número de infecções pelo vírus do sarampo quase triplica em 2019 ao redor do globo, segundo Organização Mundial da Saúde. Tudo pela falta de vacinação

Por Da Redação Atualizado em 19 dez 2019, 10h52 - Publicado em 13 ago 2019, 15h07

Em um relatório divulgado no dia 12 de agosto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que 364 808 casos de sarampo foram notificados de janeiro a julho de 2019, em 181 países. O número é quase três vezes maior do que o do mesmo período de 2018 – na ocasião, foram 129 239 infecções.

E fica pior: a entidade alerta que a quantidade de casos de sarampo provavelmente é bem maior do que o reportado no relatório. Estima-se que menos de um a cada dez episódios da doença são notificados para a OMS. Um cenário mais grave só foi observado em 2006.

A África foi o continente com maior aumento de casos: 900% a mais! Os piores surtos no momento estão acontecendo em Angola, Camarões, Chade, Cazaquistão, Nigéria, Filipinas, Sudão e Tailândia.

Apenas o sudeste da Ásia e a região das Américas tiveram uma redução nos episódios de 2018 para 2019, da ordem de 15%. Ainda assim, o Brasil segue sofrendo com essa encrenca: 907 casos foram confirmados entre 5 de maio e 3 de agosto, segundo o Ministério da Saúde. Eles estão concentrados em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.

Infelizmente, a taxa de vacinação aqui está deixando a desejar. Em 2017, apenas 79% do público-alvo recebeu as duas doses. Para evitar surtos, a meta é chegar a 95%. Dados da OMS e da Unicef dão conta de que, em 2018, 69% das crianças ao redor do globo receberam a segunda dose.

Uma cobertura tão baixa pode abrir as portas inclusive para a rubéola, outra enfermidade prevenível com as vacinas tríplice e tetravirais. Alguns casos isolados dessa infecção já surgiram na América Latina.

Por causa dos surtos, até bebês de 6 meses a 1 ano estão sendo orientados a tomar a vacina contra o sarampo se forem para locais com casos notificados. Além disso, muitos adultos acham que estão imunizados quando, na realidade, não cumpriram o calendário de vacinação direito.

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