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O que é halitose, quais as causas e os tratamentos e como prevenir

O mau hálito (chamado pejorativamente de bafo) pode ser o sintoma de diferentes problemas na boca e mesmo no resto do corpo. Saiba como eliminar

Por Chloé Pinheiro e Goretti Tenorio Atualizado em 26 nov 2020, 12h43 - Publicado em 31 ago 2018, 17h13

Halitose, mau hálito, bafo… não importa o nome. Em 60% das vezes, aquele odor desagradável que sai da boca é provocado pela saburra, uma camada branca que se deposita na língua. E por que ela gera cheiro ruim?

A saburra nada mais é do que um concentrado de bactérias que aparece seja pela falta de higiene bucal seja por uma tendência natural da pessoa. Há quem, por exemplo, sofra com alterações na produção de saliva, o que favorece a deposição de micro-organismos na boca inteira. E o acúmulo desses bichinhos gera fedor. A boa notícia é que há tratamento – a gente explica mais pra frente.

Além disso, o mau hálito pode denunciar diversas panes no organismo. O diabetes, só para citar um caso, muitas vezes vem acompanhado de halitose. Mas, controlando a doença, o cheiro é bem atenuado.

E vale o alerta: certos problemas cardíacos e até cânceres promovem a halitose. Se mesmo limpando a boca direitinho você acha que está com bafo, consulte um profissional.

Já o gosto ruim que todo mundo sente ao acordar é o resultado de muito tempo sem comer e falar. Por si só, isso não é motivo para se preocupar.

Sinais e sintomas

– Presença de saburra (crosta branca na língua)
– Odor desagradável na boca

Fatores de risco

– Resíduos alimentares alojados entre os dentes
– Higiene bucal inadequada
– Saliva viscosa
– Desidratação
– Estresse
Tabagismo
– Consumo excessivo de álcool
– Respiração pela boca
– Diabetes
– Uso de certos medicamentos

A prevenção

Determinados hábitos ajudam a purificar o hálito. Ingerir alimentos fibrosos (como cereais e frutas), beber ao menos dois litros de água por dia e mastigar bem os alimentos são alguns dos principais.

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Para higienizar a língua, prefira os limpadores específicos do que a escova. Nem as cerdas nem a parte de trás do instrumento retiram as bactérias da região com eficácia. O limpador deve ser utilizado depois do fio dental e antes da escovação. Uma boa limpeza com ele antes de dormir dá conta do recado.

Outra coisa: evite usar enxaguantes bucais com álcool na composição. Parece até estranho, mas eles às vezes favorecem a instalação do quadro.

O diagnóstico

Se as medidas acima não surtirem efeito, vale procurar um odontologista, que avalia saúde bucal e, a partir daí, oferece opções para resolver o mau hálito. Agora, sabia que às vezes você acha que está com bafo, mas, na verdade, sofre com boca seca?

Pois é. A falta de saliva deixa a boca com gosto ruim, o que não raro é confundido com halitose. E apenas um dentista consegue diferenciar esses quadros.

Dependendo da situação, esse profissional ainda vai recomendar a ida a outros especialistas para investigar a gênese do problema. Como já dissemos, a bafo pode ser resultado do diabetes, por exemplo. Solucionada a chateação original, o mau hálito tende a desaparecer.

O tratamento

Tudo depende do motivo por trás da halitose. Se for relacionada a alterações na saliva, remédios e bolinhas de silicone que devem ser mascadas várias vezes ao dia estimulam a produção adequada do líquido.

Já se o bafo residir no excesso de saburra, o especialista vai eminentemente reforçar a higiene bucal — porém, a melhora depende do cuidado em casa. Gargarejos e bochechos vigorosos com água morna ajudam a diminuir o cáseo (material igual à saburra, mas que se aloja na entrada da garganta).

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