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Febre amarela: morte de macacos acende alerta nas regiões Sul e Sudeste

Ministério da Saúde confirma morte de 38 macacos pelo vírus da febre amarela em estados do Sul e Sudeste e reforça a necessidade de vacinação

Por Maria Tereza Santos - 15 jan 2020, 17h06

O Ministério da Saúde emitiu um alerta para o Sul e Sudeste do Brasil sobre a necessidade de tomar a vacina contra a febre amarela. Isso porque o último boletim epidemiológico, publicado nesta quarta-feira (15 de janeiro de 2020), confirmou a morte de 38 macacos nos estados do Paraná (34), São Paulo (3) e Santa Catarina (1) pelo vírus.

Além disso, essas regiões possuem baixas taxas de vacinação. No período analisado (julho de 2019 a 8 de janeiro deste ano), 327 casos suspeitos de infecção em pessoas foram notificados no país, sendo 253 nessas áreas.

Lembrando que a transmissão para seres humanos acontece através das picadas de mosquitos — os macacos não são capazes de nos contaminar. Os insetos dos gêneros Haemagogus e Sabethes, que circulam em zonas de mata, são os atuais responsáveis pelos episódios de febre amarela. Mas o Aedes aegypti, que vive nas cidades, também tem capacidade de espalhar essa doença — se isso voltasse a ocorrer no país, o número de casos aumentaria consideravelmente.

Para se prevenir, todos os brasileiros entre 9 meses e 59 anos de vida devem ir ao posto de saúde para receber a vacina, se já não se imunizaram antes e se não têm contraindicações. As crianças precisam tomar um reforço aos 4 anos. Acima dessa idade, a orientação atual é de uma única dose para a vida inteira.

Julio Croda, secretário substituto de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, recomenda que toda a população busque os serviços de saúde. “Não adianta vacinar um grupo e outro não, já que a febre amarela é uma doença transmitida por um mosquito infectado e ele pode picar qualquer pessoa”, afirma, em comunicado à imprensa.

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