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Dermatite perioral: saiba os sintomas e como prevenir

Muito semelhante a outras formas de eczema, essa variação pode avançar para mais regiões além da boca

Por João Antonio Streb 22 Maio 2024, 16h39 | Atualizado em 4 jun 2026, 23h59
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Sem o cuidado adequado, a dermatite perioral pode deixar de ser um problema só na região da boca (8photo/Freepik)
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O nome dado à dermatite perioral é autoexplicativo: o prefiro peri indica que está ao redor de algo (como ocorre na palavra “perímetro”), no caso, a região oral.

Trata-se, então, de uma inflamação  da pele que afeta o entorno da boca, com incômodos que se assemelham a outros tipos de eczema, mas exigem cuidados próprios.

Para garantir uma boa recuperação, é bom conhecer as particularidades do quadro. Veja mais abaixo.

Quais são os principais sintomas de dermatite perioral?

A dermatite perioral se manifesta através de uma irritação, que nesse caso fica ao redor da boca e dos lábios. Como em outras dermatites, a vermelhidão e a coceira também aparecem nesse quadro, assim como o ressecamento e a ardência da pele.

Conforme o quadro vai ficando mais grave pápulas com pus (feridas semelhantes a acne) podem surgir e a irritação pode se espalhar para outras regiões.

+Leia também: Dermatite de contato: saiba os sintomas e como tratar

Também podem ser afetadas a parte externa do nariz (dermatite perinasal), ao redor dos olhos (dermatite periocular) e até mesmo o tronco e o couro cabeludo.

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Uma forma de diferenciar a dermatite perioral dos outros tipos de doenças cutâneas é que as bochechas e a testa não costumam ser atingidas.

Quais são as causas da dermatite perioral?

Apesar de não existir um consenso sobre a causa exata da dermatite perioral, é possível definir alguns fatores que influenciam o surgimento desse quadro.

Na análise dos casos onde ocorre o diagnóstico desse tipo de eczema, é comum encontrar algum tipo de disfunção na epiderme, na microflora cutânea e no sistema imune da pele. Os pacientes também costumam apresentar comprometimento das vias aéreas superiores (laringe, faringe e cavidade nasal) e problemas dentários de oclusão (mordida).

A automedicação indevida e exagerada de corticoides tópicos e inalatórios, além da falta de higiene, também contribuem para o surgimento da dermatite perioral.

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Pastas de dente fluoretadas, embora importantes para a saúde dos dentes, podem acabar agravando o quadro  depois que ele se instala.

Como é feito o tratamento da dermatite perioral?

O diagnóstico correto é essencial na definição, visto que os fatores que agravam o quadro de dermatite perioral são diversos.

Além da suspensão do uso de medicamentos com corticosteroides (orais ou uso tópico), os dermatologistas indicam pomadas, como metronidazol ou clindamicina, para diminuir a inflamação na região da boca.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) também indica para o alívio da irritação a aplicação de compressas frias com chá de camomila ou água boricada (antisséptico).

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O processo de retirada de medicamentos precisa ser feito com cuidado e acompanhamento médico, já que a mudança brusca pode ter um efeito “rebote” no organismo, piorando a situação. Dependendo da gravidade do quadro e se as pomadas indicadas inicialmente não tiverem o efeito esperado, podem ser prescritos antibióticos, como doxiciclina ou amoxicilina com clavulanato.

O uso de pastas de dente com flúor é contraindicado no período de recuperação.

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