Clique e assine VEJA SAÚDE por R$ 5,90/mês

Criança também tem apneia — e isso pode prejudicar o cérebro

Na infância, o distúrbio que provoca roncos traz consequências consideráveis para o desenvolvimento cerebral

Por Ana Luísa Moraes - Atualizado em 22 mar 2019, 10h55 - Publicado em 23 mar 2017, 15h59

Uma pesquisa realizada pela Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, analisou a cabeça de 16 crianças entre 7 e 11 anos que sofrem com a apneia do sono. E o resultado apontou que, em comparação com o cérebro de meninos e meninas saudáveis, os portadores da doença tinham volume de massa cinzenta substancialmente reduzido.

“As imagens são impressionantes”, explica a cientista Leila Gozal, que fez parte da investigação. “Nós ainda não temos um guia preciso para correlacionar a perda de massa cinzenta com déficits cognitivos específicos, mas existe uma evidência clara de danos neurais generalizados em relação à população em geral”, completa.

A apneia do sono é caracterizada pelo bloqueio da passagem de ar das vias aéreas superiores para os pulmões por pelo menos dez segundos durante o sono. Essa interrupção ocasiona roncos — daí porque vale a pena conversar com o médico se o seu filho promove uma barulheira noturna.

Esses episódios costumam acontecer entre cinco e 30 vezes por hora durante a noite. Ou seja, quem tem essa disfunção não tem um descanso regenerador, mesmo que durma um bom número de horas.

Como o estudo contou com poucas crianças, mais observações são necessárias para uma conclusão definitiva. De qualquer maneira, os médicos alertam que essa é uma doença tratável e que os pais não devem demorar para buscar auxílio.

Continua após a publicidade
Publicidade