Cinco dicas para sobreviver ao Natal em família
Com empatia, tolerância e alguns truques de comunicação, é possível ter festas mais tranquilas

A narrativa tradicional sobre as festas de fim de ano associa esse momento a ideias de paz, harmonia e celebração. Embora estes ideais sejam exaltados pelos filmes e propagandas sobre o Natal e o réveillon, a experiência real dos encontros desta época revela dificuldades em algumas relações interpessoais.
Às pequenas ou grandes tensões familiares já esperadas, adiciona-se o cansaço geral, as compras (e as despesas) de final de ano, os inúmeros compromissos sociais no trabalho e em família. Tudo isso representa uma ocupação maior não só do nosso tempo e do nosso corpo, mas também da nossa mente.
Como se não bastasse, esse quadro se agravou bastante com a polarização política que domina a sociedade nos últimos anos, representando um desafio ainda maior para as nossas habilidades de diplomacia cotidiana. Para muita gente, esses eventos representam uma enorme fonte de apreensão.
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Uma pesquisa feita recentemente pela Associação Americana de Psicologia mostrou que 72% da população dos Estados Unidos está decidida a não falar de política com a família durante as festas de fim de ano. Muita gente tem, inclusive, evitado ter contato com parentes durante essa época.
Pensando em diminuir a possibilidade de atritos e em tornar esses encontros mais agradáveis, selecionei cinco dicas para simplificar as relações durante as celebrações:
1) Busque o consenso
Nas conversas, foque em temas em que todos tendem a concordar. O consenso pode ser um grande aliado no fortalecimento das relações.
Encontrar temas cujas opiniões sejam congruentes é uma forma de construir pontes com as outras pessoas e revelar o quanto aquilo que nos diferencia não precisa ser aquilo que nos define. Nós somos mais do que as nossas diferenças.
2) Saiba a hora de parar
É preciso perceber o momento de mudar de assunto, sair da conversa ou interromper uma discussão. Vale qualquer estratégia respeitosa e educada.
Exemplos vão desde comentar uma notícia recente sobre um tema trivial ou demonstrar interesse por algo que a pessoa julgue positivo na vida dela (planos, conquistas, relacionamentos, viagens, etc.).
Vale até pedir licença para ir ao banheiro ou buscar uma água para dar uma pausa e acalmar uma conversa mais tensa.
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3) Aceite!
Aceite as diferenças, mas sobretudo, aceite que ninguém vai mudar a cabeça de ninguém.
Compreender esses limites pode te ajudar a tolerar as diferenças e a não querer engajar em qualquer interação em torno de temas difíceis.
4) Fale menos, escute mais
Evite responder a provocações ou a comentários que você julgar serem problemáticos. Se preciso, afaste-se.
Quando não for possível, inicie uma conversa paralela sobre outro tema, mais agradável e positivo. Muitas vezes a iniciativa contamina outras pessoas e a conversa naturalmente muda de assunto.
5) Maneire na bebida
Se você pretende desfrutar do álcool durante as festas, não deixe de se hidratar. O álcool atua como inibidor do hormônio que controla a retenção de líquido pelos rins, o ADH – hormônio antidiurético.
A consequência é que tendemos a desidratar mais rápido, o que pode agravar os sintomas do consumo do álcool no cérebro, afetando áreas ligadas à regulação do humor, cognição, percepção, entre outras funções, influenciando o nosso comportamento.
Saber beber com moderação e hidratação pode evitar arrependimentos no dia seguinte.
O cuidado começa com a gente e nós somos os maiores beneficiários dele. As relações podem não ser perfeitas, mas podemos simplificar muitas coisas. Simplifique a sua relação consigo mesmo e desfrute de ótimas festas!
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