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Relações Simplificadas

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Como anda sua saúde mental? O psicólogo e psicanalista Francisco Nogueira, membro efetivo do Departamento Formação em Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae e cocriador da consultoria Relações Simplificadas, reflete sobre as questões da mente humana para lidarmos melhor com os desafios do mundo de hoje

Cinco dicas para sobreviver ao Natal em família

Com empatia, tolerância e alguns truques de comunicação, é possível ter festas mais tranquilas

Por Francisco Nogueira
24 dez 2024, 07h30
natal-familia
Natal é tempo de encontros que podem gerar conflitos  (Freepik/Veja Saúde)
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A narrativa tradicional sobre as festas de fim de ano associa esse momento a ideias de paz, harmonia e celebração. Embora estes ideais sejam exaltados pelos filmes e propagandas sobre o Natal e o réveillon, a experiência real dos encontros desta época revela dificuldades em algumas relações interpessoais.

Às pequenas ou grandes tensões familiares já esperadas, adiciona-se o cansaço geral, as compras (e as despesas) de final de ano, os inúmeros compromissos sociais no trabalho e em família. Tudo isso representa uma ocupação maior não só do nosso tempo e do nosso corpo, mas também da nossa mente.

Como se não bastasse, esse quadro se agravou bastante com a polarização política que domina a sociedade nos últimos anos, representando um desafio ainda maior para as nossas habilidades de diplomacia cotidiana. Para muita gente, esses eventos representam uma enorme fonte de apreensão.

+Leia também: Mal-estar de final de ano: papel das empresas na saúde mental das equipes

Uma pesquisa feita recentemente pela Associação Americana de Psicologia mostrou que 72% da população dos Estados Unidos está decidida a não falar de política com a família durante as festas de fim de ano. Muita gente tem, inclusive, evitado ter contato com parentes durante essa época.

Pensando em diminuir a possibilidade de atritos e em tornar esses encontros mais agradáveis, selecionei cinco dicas para simplificar as relações durante as celebrações:

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 1) Busque o consenso

Nas conversas, foque em temas em que todos tendem a concordar. O consenso pode ser um grande aliado no fortalecimento das relações.

Encontrar temas cujas opiniões sejam congruentes é uma forma de construir pontes com as outras pessoas e revelar o quanto aquilo que nos diferencia não precisa ser aquilo que nos define. Nós somos mais do que as nossas diferenças.

2) Saiba a hora de parar

É preciso perceber o momento de mudar de assunto, sair da conversa ou interromper uma discussão. Vale qualquer estratégia respeitosa e educada.

Exemplos vão desde comentar uma notícia recente sobre um tema trivial ou demonstrar interesse por algo que a pessoa julgue positivo na vida dela (planos, conquistas, relacionamentos, viagens, etc.).

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Vale até pedir licença para ir ao banheiro ou buscar uma água para dar uma pausa e acalmar uma conversa mais tensa.

+Leia também: Para sermos felizes, é preciso reter o que nos nutre e descartar o resto

3) Aceite!

Aceite as diferenças, mas sobretudo, aceite que ninguém vai mudar a cabeça de ninguém.

Compreender esses limites pode te ajudar a tolerar as diferenças e a não querer engajar em qualquer interação em torno de temas difíceis.

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4) Fale menos, escute mais

Evite responder a provocações ou a comentários que você julgar serem problemáticos. Se preciso, afaste-se.

Quando não for possível, inicie uma conversa paralela sobre outro tema, mais agradável e positivo. Muitas vezes a iniciativa contamina outras pessoas e a conversa naturalmente muda de assunto.

5) Maneire na bebida

Se você pretende desfrutar do álcool durante as festas, não deixe de se hidratar. O álcool atua como inibidor do hormônio que controla a retenção de líquido pelos rins, o ADH – hormônio antidiurético.

A consequência é que tendemos a desidratar mais rápido, o que pode agravar os sintomas do consumo do álcool no cérebro, afetando áreas ligadas à regulação do humor, cognição, percepção, entre outras funções, influenciando o nosso comportamento.

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Saber beber com moderação e hidratação pode evitar arrependimentos no dia seguinte.

O cuidado começa com a gente e nós somos os maiores beneficiários dele. As relações podem não ser perfeitas, mas podemos simplificar muitas coisas. Simplifique a sua relação consigo mesmo e desfrute de ótimas festas!

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