Super Promoção: 3 meses por 1,99/mês
Imagem Blog

O Futuro do Diabetes

Por Blog Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Carlos Eduardo Barra Couri é endocrinologista, pesquisador da USP de Ribeirão Preto e criador do Endodebate e do Diacordis. Aqui ele mapeia os cuidados e os avanços para o controle do diabetes

Na Covid-19, os níveis de glicose importam mesmo se não há diabetes

Nosso colunista explica o que as taxas de açúcar no sangue teriam a ver com complicações do coronavírus e de outras doenças

Por Dr. Carlos Eduardo Barra Couri
29 jun 2020, 10h08
diabete causa coronavirus?
Níveis elevados de glicose sinalizam maior preocupação com a infecção pelo coronavírus. (Ilustração: Pedro Hamdan/SAÚDE é Vital)
Continua após publicidade

Já está cada vez mais claro que pessoas com diabetes têm maior risco de encarar formas graves de Covid-19. Mas isso não é nem de longe uma sentença de complicação e morte. Sabemos que indivíduos com diabetes bem controlado têm um risco mais baixo de adquirir quadros severos da infecção pelo coronavírus quando comparados àqueles descontrolados.

Mas se engana quem pensa que o valor da glicose no sangue importa só para quem convive com o diabetes. A glicose elevada é um sinal de fumaça, que pode indicar a presença de fogo. Digo isso porque qualquer doença aguda como infarto do coração, derrame cerebral ou apendicite tende a ter um desfecho pior quando o paciente dá entrada no hospital com níveis altos de glicose. Isso mesmo que ele não tenha diagnóstico prévio de diabetes.

E por que isso ocorre? A glicose elevada é um sinal de que o organismo passa por um grande estresse. Ela é uma espécie de dedo-duro de que o corpo está sofrendo. Nosso organismo disponibiliza mais glicose para a corrente sanguínea para que ela seja utilizada por órgãos e tecidos em apuros. É um mecanismo de sobrevivência.

Em algumas pessoas, esse aumento da glicose é apenas transitório e, uma vez resolvido o problema, o valor retorna ao normal. Em outras, a glicose permanece elevada mesmo após a alta hospitalar e o paciente acaba desenvolvendo diabetes pra valer.

Durante a pandemia do novo coronavírus, pesquisadores chineses avaliaram a evolução clínica de 605 pacientes sem diabetes que foram internados por Covid-19. Os estudiosos compararam o que aconteceu com aqueles que entraram no hospital com glicose abaixo de 110 mg/dl com aqueles com glicose acima de 126 mg/dl.

Continua após a publicidade

E o que aconteceu? Num seguimento de apenas 28 dias, notaram que o risco de morte foi duas vezes maior naqueles com maior valor de glicose. E o risco de complicações hospitalares foi quatro vezes maior.

Por isso, onde há fumaça, há fogo! Se a glicose está elevada na admissão do hospital, mesmo que o paciente não tenha diabetes, há um sinal de alarme para a equipe de saúde redobrar a atenção e os cuidados a fim de evitar complicações.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

ECONOMIZE ATÉ 88% OFF

Super Promoção! Digital Completo

Apenas R$ 1,99/mês nos 3 primeiros meses
Garanta acesso ilimitado aos sites, apps, edições e acervo de todas as marcas Abril
Após o terceiro mês, cancele a qualquer momento
De: R$ 16,90/mês
Por 1,99/mês

Revista em Casa + Digital Completo

Receba Veja Saúde impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*
a partir de 14,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app. Pagamento único trimestral de R$5,97, a partir do quarto mês, R$ 16,90/mês. Oferta exclusiva para assinatura trimestral no Plano Digital Promocional.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.