Assine VEJA SAÚDE por R$2,00/semana
Imagem Blog

Experts na Infância Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO

Por Blog
Pediatras e outros experts da Sociedade de Pediatria de São Paulo discutem e ensinam medidas básicas para a criançada se desenvolver com saúde
Continua após publicidade

Proteção solar para os pequenos: quando começar e o que usar

O verão está chegando e, nessa época, surgem muitas dúvidas sobre a utilização dos fotoprotetores nos bebês e nas crianças

Por *Silmara Cestari
10 dez 2018, 13h46

Não há dúvidas de que a exposição solar moderada é benéfica e desejável para as crianças. Já a exposição excessiva, como as evidências comprovam, é prejudicial e, por isso, deve ser evitada. A pele da criança, principalmente até os 2 anos de idade, não está totalmente desenvolvida. Ela é mais fina que a do adulto, produz menos melanina e, portanto, é bastante vulnerável aos raios ultravioleta.

Os principais impactos imediatos da exposição excessiva ao sol são a desidratação e a queimadura solar. Porém, os efeitos das radiações ultravioleta na pele também são cumulativos e podem causar prejuízo à saúde em longo prazo. As radiações ultravioleta A e B são as grandes responsáveis pelas queimaduras, pelo envelhecimento precoce da pele e pelo aparecimento do câncer cutâneo. Mas tudo isso pode ser evitado com o uso dos filtros solares, que têm eficácia comprovada em um grande número de estudos científicos.

Até os 6 meses de vida esses produtos não devem ser aplicados nos bebês. O U.S. Food and Drug Administration (FDA), órgão que regula os remédios nos Estados Unidos, não recomenda a utilização de filtros solares durante os primeiros 6 meses de vida, quando a pele ainda é muito fina e imatura. Isso porque existe a possibilidade de maior absorção das substâncias químicas presentes nos filtros solares, o que poderia ocasionar problemas sistêmicos. Portanto, evitar a superexposição e usar roupas adequadas com fotoproteção é da maior importância nessa faixa etária.

Veja abaixo, as principais recomendações ao expor bebês e crianças ao sol.

Continua após a publicidade

Até o 6º mês de vida

+ Evitar exposição solar das 10 às 16 horas, quando 60% da radiação ultravioleta B chega à superfície terrestre. Só essa precaução já resulta em grande diminuição das alterações agudas e crônicas da pele.

+ Usar vestuário adequado e chapéu com fotoproteção.

Após o 6º mês de vida

+ Usar regularmente o fotoprotetor infantil com FPS 30 ou superior.

Continua após a publicidade

+ Evitar exposição solar das 10 às 16 horas.

+ Além do protetor, usar vestuário adequado e chapéu quando a exposição ocorrer nesse período entre 10 e 16 horas.

+ Lembrar que a radiação ultravioleta também atinge a pele em dia nublado e embaixo do guarda-sol.

Continua após a publicidade

+ Areia, neve, concreto e água podem refletir mais de 85% dos raios lesivos à pele.

Como utilizar o protetor solar

+ O fotoprotetor deve ser apropriado para uso na infância. Os produtos para adultos possuem muito mais substâncias químicas – e elas podem ser prejudiciais à criança.

Continua após a publicidade

+ A aplicação deve ocorrer, no mínimo, 30 minutos antes da exposição ao sol para permitir que os ingredientes ativos atuem nas camadas superficiais da pele.

+ É preciso repassar o protetor a cada duas horas devido à transpiração e também sempre que a criança entrar na água.

+ Toda superfície corpórea exposta ao sol precisa ser protegida. Não se esqueça de pescoço, pavilhão auricular, além do dorso das mãos e dos pés.

Continua após a publicidade

+ Fotoprotetores labiais também devem ser aplicados frequentemente.

+ A quantidade de fotoprotetor adequada é de aproximadamente 2,5 ml para face, pescoço, ombro e braço e 5 ml para perna e dorso do pé. De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, a quantidade de protetor solar indicada para cada parte do corpo é: uma colher de chá do produto no rosto, no pescoço e na cabeça. Uma colher de chá para a parte da frente do tronco e outra para a parte de trás. Quando aplicado em quantidade insuficiente, o produto não promove proteção adequada.

+ É recomendado ensinar a importância da fotoproteção para as crianças, pois hábitos adquiridos na infância são mais facilmente assimilados e incorporados por toda a vida.

*Silmara Cestari é presidente do Departamento de Dermatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

A saúde está mudando. O tempo todo.

Acompanhe por VEJA SAÚDE.

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou

Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja Saúde impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 12,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.