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Uso de dermocosméticos anti-idade por crianças e adolescentes é perigoso

Fenômeno mundial tem feito jovens aplicarem produtos que não foram feitos para a sua pele. Isso aumenta o risco de lesões e até de questões psicológicas

Por Claudia Marçal, dermatologista*
7 Maio 2024, 10h37

Há alguns meses, a imprensa internacional, principalmente americana, começou a destacar um fenômeno curioso, mas preocupante: o uso de cosméticos anti-idade por adolescentes e crianças. Apelidado como “Sephora Kids”, a tendência parecia ser algo distante do Brasil.

No entanto, esse fenômeno chegou por aqui. Temos observado o modismo dentro do consumo mercadológico com crianças e pré-adolescentes, de 9 a 14 anos, fazendo um consumo inadequado de produtos de skincare, muitas vezes influenciados por blogueiros e influenciadores, que divulgam produtos inadequados para a idade desses pacientes.

Essa procura é influenciada por uma busca incessante pela aparência perfeita e pela juventude eterna – mesmo ainda durante a juventude. 

A pele de crianças e adolescentes, caracterizada por sua elasticidade, firmeza e capacidade regenerativa natural, possui necessidades distintas da do adulto. Nessa faixa etária, ela é muito fina e sensível e não tem a sua função de barreira 100% formada, como acontece no adulto ou no adolescente que já passou por todas as alterações hormonais.

A aplicação de produtos anti-idade, formulados para combater rugas, linhas finas e outros sinais de envelhecimento, pode ser não apenas desnecessária, como prejudicial para esse público.

+Leia também: ABC do skincare: as substâncias mais recomendadas para cuidar da pele

Os componentes ativos desses produtos são substâncias como retinoides, ácidos e antioxidantes em altas concentrações. Essas substâncias podem machucar, queimar e fotossensibilizar a pele, provocando manchas e dermatites. Além de formar erupções acneiformes e alergias.

Mais alarmante ainda é a possibilidade de que o uso contínuo de produtos anti-idade por jovens contribua para uma distorção da autoimagem e da percepção de beleza. A pressão para prevenir sinais de envelhecimento antes mesmo deles surgirem reforça ideais inalcançáveis de perfeição estética, impactando negativamente a autoestima e o desenvolvimento psicossocial.

É crucial que pais, responsáveis e educadores estejam atentos a essas tendências e dialoguem abertamente com seus filhos sobre a importância de cuidados adequados com a pele.

O uso de produtos skincare pode ser indicado, dependendo da idade, pelo pediatra ou por um dermatologista. E nós temos muitas variedades dentro das marcas industrializadas ou por personalização na farmácia de manipulação.

Diferentemente do que as informações das redes sociais promulgam, o pilar para a pele de um adolescente é uma rotina de cuidados básicos. Isso inclui: 

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  • Um bom sabonete, de preferência neutro, que pode ser formulado para controle de oleosidade – sendo utilizado duas vezes ao dia, de manhã e à noite
  • Uma solução de limpeza ou uma solução micelar para fazer a complementação dessa higiene
  • Um hidratante seroso, aquoso, leve, rico em substâncias que segurem água na pele
  • Um filtro solar indicado principalmente à faixa etária da adolescência.

 

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À noite, além de lavar e limpar, muitas vezes é indicado usar um hidratante para dormir. Se houver alguma formação de acne, o médico pode indicar secativos localizados, que são à base de ácido salicílico, peróxido de benzoíla e adapaleno.

Como eu sempre digo, skincare é uma conversa entre produtos, moléculas e ativos. Os produtos do dia têm que dialogar com aqueles usados à noite, para que um complemente o outro. Por esse motivo, a prescrição do dermatologista é fundamental.

*Claudia Marçal é dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), da American Academy Of Dermatology (AAD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD). É proprietária do Espaço Cariz, em Campinas (SP)

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