Clique e Assine a partir de R$ 9,90/mês
Com a Palavra Por Blog Neste espaço exclusivo, especialistas, professores e ativistas dão sua visão sobre questões cruciais no universo da saúde

Sim, precisamos falar da prevenção do HIV

Médico explica as diferenças entre a infecção pelo HIV e a aids e como podemos evitá-las com os meios existentes hoje

Por João Brunhara, urologista* 20 dez 2021, 10h49

No Dezembro Vermelho, mês de conscientização e luta diante do HIV/Aids, temos o dever de renovar os alertas sobre a prevenção dessa e de outras infecções sexualmente transmissíveis, as ISTs.

A cada 15 minutos, um brasileiro ainda é infectado pelo HIV. E, como mostra pesquisa do Datafolha e da Omens, mais de um décimo dos homens no país já contraíram ISTs.

Para início de conversa, você sabe a diferença entre HIV e aids? Muita gente acha que os termos são sinônimos, mas não é bem assim.

O HIV é o nome do vírus. A aids é a síndrome causada pelo vírus e caracterizada pela queda na imunidade. A questão é que entre contrair o patógeno e desenvolver a síndrome podem decorrer anos.

Com isso, existem muitas pessoas vivendo com o HIV (às vezes sem saber), mas que não possuem aids. Além do mais, o uso correto das medicações contra a infecção consegue manter o vírus indetectável, algo importante para frear sua transmissão, e a imunidade atuante.

+ LEIA TAMBÉM: Gonorreia: o que é, sintomas, diagnóstico e tratamento

Considerando essas diferenças, como evitar a infecção pelo HIV? E como evitar a aids?

Começando pela segunda pergunta: uma vez infectada pelo vírus, a pessoa deve realizar exames periódicos e acompanhamento médico para definir o momento de iniciar o tratamento antiviral.

Sendo assim, pessoas em maior risco de exposição ao HIV − quem pratica sexo desprotegido, usa drogas injetáveis ou recebeu transfusões de sangue há algum tempo, por exemplo − deve fazer um teste para descobrir cedo e evitar uma evolução desfavorável. O exame é realizado gratuitamente pelo SUS em postos de saúde. Basta pedir.

Continua após a publicidade

Agora falando sobre a prevenção da infecção em si. Um dos elos para fechar a cadeia de transmissão é testar e tratar as pessoas que já convivem com o HIV.

Se o paciente está com o vírus sob controle, deixa de transmiti-lo. Mas também são fundamentais as medidas de proteção individual para a população em geral − uso de preservativos, sobretudo com parceiros esporádicos, e o não compartilhamento de agulha entre usuários de drogas.

Compartilhe essa matéria via:

A modalidade mais recente de prevenção do HIV se dá pela PrEP, sigla que corresponde em inglês à profilaxia pré-exposição. Trata-se do uso diário de medicações para evitar contrair o vírus. Os protocolos atuais dirigem essa estratégia a homens que fazem sexo com outros homens, pessoas trans, trabalhadores do sexo, entre outros.

Apesar de eficaz, a PrEP não deve eliminar o uso de preservativos, até porque a camisinha ajuda a afastar outras ISTs. Esse tratamento preventivo também está disponível no SUS para quem se encaixa nos grupos contemplados.

Para indivíduos que tiveram uma exposição recente sem camisinha e estão preocupados, existe a PEP, a profilaxia pós-exposição, que é um coquetel para ser tomado depois de uma situação de risco e também é fornecido pelo SUS.

Conforme a terapia contra o HIV evoluiu, o medo das pessoas diante do vírus regrediu e muitos deixaram de se proteger. Vale ressaltar, porém, que, embora seja controlável, a infecção ainda não tem cura.

Só no Brasil são mais de 900 mil cidadãos convivendo com ela. Enquanto não temos uma vacina à disposição, precisamos continuar nos cuidando com os métodos existentes.

* João Brunhara é urologista, médico do Hospital Israelita Albert Einstein (SP) e diretor da Omens, plataforma que trata problemas de saúde sexual masculina

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação confiável salva vidas. Assine Veja Saúde e continue lendo.

Impressa + Digital

Acesso aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias e revista no app.

Acesso ilimitado ao site da Veja Saúde, diariamente atualizado.

Blogs de médicos e especialistas.

Receba mensalmente Veja Saúde impressa mais acesso imediato às edições digitais no App, para celular e tablet.

a partir de R$ 12,90/mês

MELHOR
OFERTA

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos no site e no app.

Blogs de médicos e especialistas.

a partir de R$ 9,90/mês

ou

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)