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Quando a queda de cabelo é considerada calvície?

Médico esclarece os sinais de que a perda dos fios não é mais normal, e as opções de tratamento disponíveis hoje

Por João Gabriel Nunes, médico tricologista* 1 jun 2022, 10h10

Fios de cabelo espalhados pela casa, na escova e no travesseiro. Logo surge a dúvida: é queda de cabelo ou progressão da calvície?

Uma pessoa saudável perde cerca de 70 a 100 fios de cabelo por dia. Quando esse volume passa dos 100 fios, é preciso ficar alerta e investigar as causas, pois significa uma queda excessiva, que pode estar ligada a deficiência de nutrientes, estresse, distúrbios hormonais ou até excesso de produtos químicos no cabelo.

Um ponto fundamental é que a queda capilar só é considerada normal quando os fios perdidos são substituídos por outros, e de forma adequada.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), metade dos homens terá calvície até os 50 anos de idade. Já entre as mulheres, a estimativa é de 30%, de acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Sendo assim, saber as principais diferenças entre o fenômeno e a queda comum é essencial na busca pelo diagnóstico correto.

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A alopecia androgenética ou calvície é caracterizada pelo déficit de renovação dos fios e principalmente pelo afinamento capilar, que acontece progressivamente até a atrofia da raiz. Em estágio avançado, esses fatores geram espaçamentos no couro cabeludo, sendo visível a ausência dos fios no topo da cabeça ou na coroa, as famosas “entradas”.

Um passo importante para distinguir a perda capilar da calvície é olhar para a genética. Homens e mulheres com predisposição e histórico familiar e pessoas com doença autoimune preexistente estão mais suscetíveis à alopecia.

Uma dica para checar a situação é tentar guardar o máximo de fios que caem durante o dia e, ao reunir uma quantidade razoável, verificar se todos estão com o mesmo diâmetro. Fios com espessuras diferentes, alguns finos e outros mais grossos, podem significar que a calvície está em cena.

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O tratamento da queda de cabelo

A queda de cabelo gerada por situações específicas pode ser revertida, e o tratamento depende da causa e deve ser feito com orientação de um especialista. Ele poderá recomendar vitaminas, xampus, loções, entre outros produtos.

De acordo com a Sociedade Brasileira do Cabelo (SBC), a calvície afeta 42 milhões de pessoas no país. E essa condição não tem cura. Pacientes em estágios iniciais ou moderados podem responder melhor à associação de tratamentos que visam aumentar a quantidade de fios no couro cabeludo.

Mas, em casos de queda de cabelo irreversível, o procedimento de transplante capilar é uma alternativa para quem se incomoda. Atualmente, dispomos de uma técnica minimamente invasiva que permite resultados mais naturais e efetivos.

Nela, os fios são são retirados das áreas doadoras (nuca e laterais) da própria pessoa e realocados um a um na parte calva. Depois de três a quatro meses, os novos fios crescem e devem se manter a vida toda.

A solução para a queda de cabelo pode estar em xampus, medicamentos ou transplante capilar, mas, para encontrarmos a saída ideal caso a caso, a recomendação número 1 é procurar um médico especialista.

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* João Gabriel Nunes é médico tricologista, membro da Sociedade Brasileira do Cabelo (SBC) e fundador do Centro Médico Capilar, em Mogi Guaçu (SP)

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