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Qual a importância que você dá para seus olhos?

Especialista mostra que nossa visão é uma verdadeira máquina. E, para mantê-la funcionando plenamente, precisamos investir em certos cuidados

Por Dr. Paulo Mello*
Atualizado em 12 dez 2017, 19h07 - Publicado em 15 ago 2017, 19h14

A visão é um dos sentidos mais essenciais para a grande maioria dos seres vivos. Ora, o olho é um órgão complexo e com alto grau de desenvolvimento, fundamental para perceber tudo o que está à nossa volta.

Para ter ideia, as células com maior metabolismo de todo o nosso organismo estão justamente no sistema ocular. Pois é, o olho é uma das estruturas mais incríveis do corpo humano. Tão incrível que chega a ser cinematográfico.

Luz, câmera, ação! Sim, nosso olho é semelhante a uma câmera fotográfica ou uma filmadora. Aliás, esses equipamentos foram inspirados na observação das estruturas do olho humano. A retina, por exemplo, se parece com o filme fotográfico, enquanto a córnea e o cristalino são compatíveis com as lentes.

Apesar da evolução dos equipamentos, nenhum deles conseguiu superar nossos olhos em termos tecnológicos. Prova disso é que a nossa visão é 600 vezes mais sensível que a mais moderna câmera digital.

Não é difícil imaginar o porquê. Em nossos olhos, existem milhões de células fotossensíveis. É na retina que a imagem é captada e, através de processos bioquímicos, ocorre a transmissão dos impulsos nervosos até o cérebro. Então, eles são analisados e traduzidos nas imagens que vemos.

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Na parte central da retina está a mácula, com grande capacidade de distinguir detalhes em nosso campo visual central. Ela é composta por aproximadamente 125 milhões de células fotorreceptoras, que transformam estímulos luminosos em imagens.

Ainda temos os bastonetes, responsáveis pela visão mesmo com pouca luz, e os cones, que nos permitem enxergar cores e objetos de forma minuciosa.

Toda a riqueza e complexidade envolvidas no sistema ocular não deixam dúvida da importância em manter essa verdadeira máquina em plenas condições de funcionamento. E cuidar da saúde ocular requer atenção cotidiana. Afinal, os olhos vivem expostos a fatores capazes de prejudicá-los, como o uso excessivo de smartphones, tablets, televisões e computadores.

Não é só isso. A poluição e o ar condicionado, assim como a baixa umidade do ar, também são inimigos. Esses agentes externos causam ardência, vermelhidão ocular e irritação nos olhos, principais sintomas da síndrome do olho seco – nesse quadro, a evaporação da lágrima acontece de forma mais rápida que o normal. Se não tratada corretamente, a condição pode levar à ulceração das córneas e perda da visão.

No Brasil, ainda negligenciamos muito a nossa saúde ocular. Somos um país com mais de 1,2 milhão de deficientes visuais (ou seja, pessoas cegas ou com visão reduzida). E o chocante é que 80% dos casos de cegueira são evitáveis e/ou tratáveis. Não bastasse isso, temos diversas estatísticas atestando o aumento de diabetes, que tem como uma de suas consequências o desenvolvimento de outra doença: a retinopatia diabética (RD), cuja evolução leva à cegueira.

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Para deixar o cenário mais preocupante, dos 65% dos brasileiros com alguma dificuldade de enxergar, metade não faz nenhum acompanhamento anual com um oftalmologista.

Estamos diante de um verdadeiro quadro obscuro. E precisamos trabalhar para revertê-lo. Como grande parte das doenças que culminam na cegueira não gera sintomas iniciais, é essencial visitar anualmente o oftalmologista. Só assim poderemos identificar e tratar problemas precocemente. Hoje, há um grande arsenal de medicamentos e procedimentos capazes de solucionar até mesmo os quadros mais graves.

Dedicar-se à preservação da nossa saúde ocular significa garantir o registro das melhores cenas das nossas vidas.

* Paulo Augusto de Arruda Mello Filho é médico oftalmologia, vice-Presidente Região Sudeste da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo (SBRV), membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), membro da American Academy of Ophthalmology e Diretor clínico e cirurgião da Clínica de Olhos Arruda Mello. 

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