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O que é a terapia assistida por animais e como ela pode ajudar

O contato com os animais se confirma como estratégia eficiente na recuperação de pessoas hospitalizadas

Por Fernanda de Toledo Vieira, veterinária* Atualizado em 8 dez 2019, 11h35 - Publicado em 8 dez 2019, 10h35

A terapia assistida por animais (TAA) é um valioso instrumento para ajudar no tratamento de doenças e no suporte a pessoas acamadas e hospitalizadas, indivíduos com doenças psiquiátricas, idosos e crianças com necessidades específicas, incluindo aquelas com deficiências físicas ou intelectuais.

Esse método tem por objetivo promover o bem-estar físico, emocional, cognitivo e social, valendo-se do animal como principal agente terapêutico — ele funciona como um elo entre o terapeuta e o paciente. Estudos apontam inúmeros benefícios dessa modalidade.

Em idosos hipertensos institucionalizados, por exemplo, já foi observado que as sessões de TAA promovem controle dos níveis de pressão, sem falar nos momentos de alegria e relaxamento. O contato com os animais, o toque, as caminhadas na companhia deles… Tudo isso é capaz de reduzir a ansiedade e, com isso, interferir positivamente na frequência cardíaca e na pressão arterial.

A fisioterapia assistida por animais, por sua vez, vem mostrando resultados significativos quando direcionada a crianças com deficiência física e/ou motora. As sessões na presença do animal se tornam mais leves, ganham uma cara mais descontraída, o que possibilita a realização das atividades com menor resistência. É possível notar mais sorrisos estampados nos rostinhos.

Nesse contexto, a TAA tem obtido bastante sucesso entre crianças com a trissomia do cromossomo 21 (síndrome de Down): há evidências de que propicia ganhos motores e de sensibilidade e melhor interação social.

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É importante lembrar que os animais coterapeutas também precisam de atenção e cuidados especiais. Eles devem ser treinados de modo a apresentar comportamento adequado para as atividades e receber assistência veterinária — o que inclui vacinação, vermifugação e controle periódico para prevenção de parasitas.

Além disso, é necessário atender a questões de higiene. Os animais da TAA precisam tomar banho no dia da sessão, por exemplo.

Aliás, o cuidado com eles não se resume à saúde. Seu bem-estar também é fundamental: os animais devem sentir prazer ao executar as atividades propostas durante a terapia.

Respeitando esses pressupostos, e com os animais felizes, a TAA se coloca como uma modalidade terapêutica muito eficaz, lúdica e descontraída.

*Fernanda de Toledo Vieira é veterinária, professora da Universidade Vila Velha, no Espírito Santo, e coordenadora do Projeto de Extensão Animais Terapeutas

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